sábado, 28 de novembro de 2009

AVENIDA SARAIVA DE CARVALHO



Avenida Saraiva de Carvalho - Edição Casa Havaneza

J.M.M.

GENTIL DA SILVA RIBEIRO (1873-1918)


"Natural de Tavarede, onde nasceu no dia 13 de Dezembro de 1873, foi casado com Emília Coelho de Oliveira, e morreu em 25 de Julho de 1918, com a idade de 44 anos.

Sapateiro de profissão, foi figura saliente no meio operário local e figueirense, destacando-se como acérrimo defensor dos ideais republicanos. [Era pai de José da Silva Ribeiro]

Teve uma importantíssima participação na vida social da sua terra. Ainda muito novo, colaborou musicalmente na Filarmónica Figueirense e, em 22 de Março de 1893, foi um dos fundadores da Estudantina Tavaredense, onde, além de organizador e regente da sua tuna, foi um dos principais amadores teatrais e, ainda, devotado dirigente.

Como esta associação acabou a sua actividade no ano de 1903, passou, tempos depois, a prestar a sua colaboração à Sociedade de Instrução, fundada em Janeiro de 1904, na qual sucedeu a João Nunes da Silva Proa na direcção da orquestra, por volta dos anos 1907/1908.

Compositor musical, foi ele o autor do hino desta última colectividade e escreveu a partitura para as operetas Na Terra do Limonete e Dona Várzea, levadas à cena em 1912 e 1913, respectivamente.

[Foi iniciado na maçonaria, na Loja Fernandes Tomás a 29 de Março de 1902, no grau de aprendiz, com o nome simbólico "Crougé". Exerceu o "cargo de Servente" de 1901 a 1904 (cf. A Loja Fernandes Tomás, nº212 da Figueira da Foz, DMBA, 2001)]

Com a implantação do regime republicano em Outubro de 1910, colaborou na fundação da secção local do Partido Republicano Português e foi eleito, por diversas vezes, para membro da Junta de Paróquia, exercendo igualmente o cargo de regedor (...)

'Gentil Ribeiro foi durante anos editor da 'Voz da Justiça' e, se não estamos em erro, do 'Povo da Figueira', escrevendo neste jornal como correspondente de Tavarede.
Correligionário de absoluta confiança, dedicado, pronto para sacrifícios, o desinteresse com que servia a República levou esta a confiar-lhe, até à revolução de Dezembro, o cargo de regedor da freguesia. Mas esta consideração não valia nada em relação ao que merecia a sua isenção de sempre e que, nesta hora em que o seu corpo arrefece e está prestes a entrar no túmulo, nos queremos afirmar num preito de justiça pela sua inolvidável memória'.

A Sociedade de Instrução, que lhe ficou a dever inestimável colaboração, prestou homenagem à sua memória em Janeiro de 1924, descerrando o seu retrato, que se encontra exposto no salão nobre. Já o havia nomeado, ainda em vida, seu sócio honorário. Também a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal da Figueira atribuíram o seu nome a uma rua local, perto dos Quatro Caminhos do Senhor da Areeira ..."

via Tavarede Terra de Meus Avós [com aditamentos, nossos]

J.M.M.

MANUEL DIAS SOARES (1867-1938)


"Manuel Dias Soares nasceu na Figueira da Foz em [9] Novembro de 1867. Aprendeu música com Manuel Fernandes Mesquita, seu padrasto, e desenvolveu a sua arte com o espanhol Alzamora e depois com Augusto Symaria, regente da "Filarmónica Dez de Agosto".

Apresentou-se em público pela primeira vez em 1889. Em Fevereiro de 1890 tomou parte como violinista num concerto organizado por artistas do Teatro S. Carlos, altura em que terá composto a sua primeira obra "O Privado Sultão", uma opereta de um acto feita com Mendes Leal.

Foi regente da "Dez de Agosto" e colaborador da "Figueirense"; integrou a "Tuna Figueirense" e fundou a "Fanfarra" [1892] uma agremiação musical que contava com o concurso de músicos de várias colectividades. Foi, ainda, organizador e regente do "Grupo Musical Clara".

Em 1908, dirigiu a "Dez de Agosto" num concerto dado no convento da Batalha para o rei D. Carlos.

Um ano antes [1907], Dias Soares assumira a direcção do "Rancho do Vapor". Foi aqui que o músico deu largas à sua veia popular e melódica. Daqui se destaca a Marcha do Vapor, hino da associação que compôs para letra de Pereira Correia e que é hoje o hino da Figueira da Foz.

Em 1915 Dias Soares conseguiu organizar uma orquestra sinfónica que fez a sua primeira audição numa das salas do Paço.

[Compôs 'outras musicas de sabor popular' e uma 'opereta" (A Filha do Negreiro]. Teve uma 'festa de homenagem' (1-06-1935) no Casino Peninsular] [in Figueirenses de Ontem e de Hoje, de Fausto Caniceiro da Costa, 1995]

Faleceu a 7 de Agosto de 1938"

via Album Figueirense.

J.M.M.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

GOVERNO PROVISÓRIO DA REPÚBLICA



Governo provisório da República

J.M.M.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

EX-LIBRIS JOAQUIM BARROS SOUSA



Ex-Libris de Joaquim Manuel Barros de Sousa (n. 22-10-1936).

via Ephemera.

J.M.M.

A PRAIA


“Em 1903 [15 de Agosto – refª Jornais e Revistas do Concelho da Figueira da Foz (1863-1985), por Joaquim Sousa & António Reis Caldeira, 1986] foi publicado um número único [de “homenagem à colónia balnear espanhola", ibidem], intitulado "A Praia", dirigido por Manuel Luís de Almeida, então estudante da Escola Médica do Porto e residente na Figueira da Foz. [colaboração de : Teixeira de Carvalho, Carlos Borges, J. Mourato Grave, António Gomes da Silva, Ramon Cilla, Francisco Villegas, ..., idem, ibidem].

Mas aquela publicação, a que a imagem se refere, e de que possuo [Aníbal José de Matos] a colecção completa, iniciou a sua publicação em 20 de Agosto de 1923, sendo seus redactores António Amargo e Adriano Santos (saliente-se a gralha que consta do cabeçalho: Adriano Satos em vez de Adriano Santos, mais conhecido por Pinana. Saíram apenas dois números. Na imagem, o n.º 6, penúltimo desta série, que se seguiu à 1.ª, iniciada em 21 de Agosto de 1921. A numeração da 2.ª seguiu a continuidade, já que apenas se haviam publicado cinco na série anterior [colaboradores: além dos citados, participaram Carlos Pinto, J. Leite, Cardoso Marta, Raimundo Esteves e Arnaldo Forte - refª Jornais e Revistas do Concelho da Figueira da Foz, ibidem].

Note-se que, em 1917 [nº1, 23 de Julho de 1917 - idem, ibidem], também vira a luz uma publicação com o mesmo título, sendo seu administrador Fausto Eloy. Era propriedade da Casa Havaneza. O seu último número foi publicado a 30 de Setembro de 1917 [ou 18 de Outubro - refª Jornais e Revistas do Concelho da Figueira da Foz, ibidem. O Editor era J. H. Santos. Colaboradores: Raimundo Esteves, Ernesto Tomé, António Amargo, André Brun, Júlio Dantas, Albino Forjaz de Sampaio, Arnaldo Forte, Mário Azenha, Delfim Guimarães, Cardoso Marta - ibidem].

Dizia Cardoso Marta que esta revista era "uma das melhores apresentadas a que a época balnear da Figueira tem dado origem."

Texto via Presente [blog de Aníbal José de Matos], com acrescentos & sublinhados nossos.

J.M.M.