Mostrar mensagens com a etiqueta Blogosfera. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Blogosfera. Mostrar todas as mensagens

domingo, 27 de dezembro de 2009

HOMENAGEM A CARLOS SOMBRIO



PROSPECTO "publicado em 15 de Maio de 1955, divulgando uma homenagem a António Augusto Esteves, figueirense que usava o pseudónimo de Carlos Sombrio.

Carlos Sombrio foi autor de várias obras como "Sombras", "Aguarelas da Beira", "Cartas Perdidas", "Diálogos", "Rumo ao Mar", etc. Era natural da Figueira da Foz, onde nasceu em 29 de Julho de 1894, ali falecendo em 25 de Março de 1949 ...
"

Prospecto impresso na "Tipografia Figueirense", propriedade de Joaquim Gomes d'Almeida, tio de Aníbal José de Matos.

via Presente, com a devida vénia.

J.M.M

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A PRAIA


“Em 1903 [15 de Agosto – refª Jornais e Revistas do Concelho da Figueira da Foz (1863-1985), por Joaquim Sousa & António Reis Caldeira, 1986] foi publicado um número único [de “homenagem à colónia balnear espanhola", ibidem], intitulado "A Praia", dirigido por Manuel Luís de Almeida, então estudante da Escola Médica do Porto e residente na Figueira da Foz. [colaboração de : Teixeira de Carvalho, Carlos Borges, J. Mourato Grave, António Gomes da Silva, Ramon Cilla, Francisco Villegas, ..., idem, ibidem].

Mas aquela publicação, a que a imagem se refere, e de que possuo [Aníbal José de Matos] a colecção completa, iniciou a sua publicação em 20 de Agosto de 1923, sendo seus redactores António Amargo e Adriano Santos (saliente-se a gralha que consta do cabeçalho: Adriano Satos em vez de Adriano Santos, mais conhecido por Pinana. Saíram apenas dois números. Na imagem, o n.º 6, penúltimo desta série, que se seguiu à 1.ª, iniciada em 21 de Agosto de 1921. A numeração da 2.ª seguiu a continuidade, já que apenas se haviam publicado cinco na série anterior [colaboradores: além dos citados, participaram Carlos Pinto, J. Leite, Cardoso Marta, Raimundo Esteves e Arnaldo Forte - refª Jornais e Revistas do Concelho da Figueira da Foz, ibidem].

Note-se que, em 1917 [nº1, 23 de Julho de 1917 - idem, ibidem], também vira a luz uma publicação com o mesmo título, sendo seu administrador Fausto Eloy. Era propriedade da Casa Havaneza. O seu último número foi publicado a 30 de Setembro de 1917 [ou 18 de Outubro - refª Jornais e Revistas do Concelho da Figueira da Foz, ibidem. O Editor era J. H. Santos. Colaboradores: Raimundo Esteves, Ernesto Tomé, António Amargo, André Brun, Júlio Dantas, Albino Forjaz de Sampaio, Arnaldo Forte, Mário Azenha, Delfim Guimarães, Cardoso Marta - ibidem].

Dizia Cardoso Marta que esta revista era "uma das melhores apresentadas a que a época balnear da Figueira tem dado origem."

Texto via Presente [blog de Aníbal José de Matos], com acrescentos & sublinhados nossos.

J.M.M.

sábado, 31 de outubro de 2009

POUSADA DOS INTRANSIGENTES


No prosseguimento da Greve Académica de 1907 em Coimbra, a tentativa de "romper os laços de solidariedade que se estabeleceram, e se mantinham, entre os estudantes de Coimbra e entre estes e os de todas as escolas superiores e técnicas do país" [in História da Greve Académica de 1907, de Alberto Xavier, 1962] foi diversas vezes tentada, sem total êxito. A nomeação do novo reitor da Universidade de Coimbra, D. João de Alarcão, os apelos de vários pais de alunos ["na sua maioria, políticos militantes, e, alguns deles, franquistas", ibidem] para demover os estudantes e a solicitação feita ao próprio Rei, nesse sentido, ele mesmo interessado na resolução do conflito, levou a contemplar diversos mecanismos para que os estudantes desavindos pudessem fazer as suas provas, sem ao mesmo tempo "vexar os professores". Não foi, parece, pacifica entre os lentes, e em especial os da Faculdade de Direito, o processo que permitia "a realização dos actos", o que não obstou a que um Decreto (23 de Maio de 1907) do ministro do Reino determinasse a "reabertura da Universidade para efeitos de exames", mediante algumas condições.

Pretendia-se, dado a ordem a cumprir rigorosamente, que os estudantes regressassem individualmente e "somente nos dias indicados para as provas", para que afastada a presumida "reunião" dos alunos dos "cursos jurídicos", de onde pertenciam os mais intransigentes, se estabelecesse a quebra de "solidariedade" entre os estudantes de Coimbra e entre estes e os do resto do país. Diversos normativos foram publicados para o efeito, quer no que respeita a Coimbra, quer aos cursos de Lisboa e Porto.

Desta forma, em Coimbra, dos "1049" alunos matriculados, "encerraram a matricula 866 alunos", para efeitos de exame. Por decisão do Conselho de Decanos [1 de Abril de 1907] sete alunos tinham sido expulsos e recusaram-se a requerer matrícula [diz-nos Alberto Xavier] 160 alunos [e não 155 como foi na altura registado]. Tais estudantes "que procederam como homens de perfeita responsabilidade, dotados de livre autonomia de vontade, os quais, desinteressada e briosamente, se recusaram a requerer matrícula para efeitos de exames, enquanto os sete camaradas, injustamente expulsos, não fossem restituídos à plenitude dos direitos e regalias universitárias" [idem, ibidem], a opinião publica denomino-os de intransigentes.

Aos intransigentes, a estes alunos, foi dada a ordem de "abandonar Coimbra". Muitos regressaram às suas casas, mas um curioso grupo deles foram "passar o Verão à praia da Figueira da Foz, onde organizaram uma ‘pousada’ denominada dos Intransigentes, na Rua do Melhoramento, 63. Logo de início os comensais eram

Alfredo Pimenta, Alfredo França, M. Monteiro, Pestana Júnior, Justino Campos, Teixeira Jardim, Sant'Ana Leite, e Parreira da Rocha. Outros apareceram a aumentar o número" [ibidem]

Diz-nos, ainda, Alberto Xavier, citando o jornal O Século de 14 de Junho, desse ano:

"O 'Cenáculo dos Intransigentes', instalado na Figueira da Foz, continua sendo o ponto de reunião de todos os estudantes que não encerram matrícula na Universidade. Aquela agremiação académica tem já um hino próprio, denominado charge aos furadores da greve, e que se vai tornando popular, por os estudantes o cantarem, em grupos, pelas ruas, nas proximidades do cenáculo. O autor do hino foi o maestro Dias Costa

J.M.M.

in Almanaque Republicano

sobre a GREVE ACADÉMICA DE 1907 EM COIMBRA - consultar tudo AQUI.

sábado, 24 de outubro de 2009

COLÉGIO LICEU FIGUEIRENSE



COLÉGIO LICEU FIGUEIRENSE - GRUPO DE EX-ALUNOS

Grupo de antigos alunos à porta do Colégio Liceu em 1929 ou 1930 [clicar na foto].

Identificam-se os seguintes ex-alunos, sentados da esquerda para a direita e a começar na primeira fila e no 3° vulto, António Varela Pinto, 4°, José Pignateli, 5° (?), e depois Álvaro Dias, Dr. Mendes Pinheiro, de bigode e barba branca, ao centro, José Brandão Pereira de Melo, Rolão Preto, Antônio Souto, José Calado, Carlos Lino, e José Guarinho Ataíde.

Na segunda fila e pela mesma ordem, de pé, António Sotero e (João ou António) Zagalo; sentados, Raul Agostinho (?), o seguinte não identificado, depois Manuel Soares, Ricardo Gião, Aleu Saldanha, António Xavier Archer, o seguinte não identificado, depois Alberto Jacobety, David Rosado e os restantes na fila não identificados.

Na 3ª fila de pé e pela ordem seguida, começando pelo 4° vulto, Emesto Tomé, António Gambôa Peixoto, Miguel Soares, Carlos Martins Pereira, Aquiles Moreira, José Dias, Augusto Alegre e Alfredo Franqueira.

in artigo publicado na revista LITORAIS, nº 9, Novembro de 2008: "A escola nova que Joaquim de Carvalho frequentou: o Collegio Lyceu Figueirense (1902-11)", por Paulo Archer, p.30

via In Memoriam Joaquim de Carvalho.

J.M.M.

domingo, 11 de outubro de 2009

OPOSIÇÃO DEMOCRÁTICA - ELEIÇÕES 1969


"… Faz hoje 40 anos. Em 11 de Outubro de 1969, um sábado, visitavam a Figueira da Foz os democratas que compunham a lista da Oposição Democrática que se apresentava ao 'acto eleitoral' previsto para 26 de Outubro seguinte.

Uma grande caravana de automóveis de figueirenses foi esperar os candidatos às pontes de Maiorca, cuidadosamente vigiadas e guardadas por vários soldados da GNR e por alguns vultos da Policia à paisana. Uns dias antes, haviam sido distribuídos pela Figueira cerca de 3 mil folhetos com o comunicado acima reproduzido. Neles ficaram referidos apenas 1000 exemplares, por causa das coisas ...

Na sua edição da 5ª feira seguinte, na 3ª página, a uma coluna com 15 cm de altura, o semanário 'Voz da Figueira' (Nota) dava uma pequenina notícia da sessão de propaganda (assim se designava na época) realizada no Teatro Parque Cine:

Perante a presença de cerca de 1000 pessoas, que enchiam por completo a plateia, frizas, camarotes e balcão do vasto teatro do Parque-Cine, teve lugar no último sábado à noite a sessão de propaganda para a candidatura dos democrtasa à Assembleia Nacional, em representação pelo círculo de Coimbra.

Numa sessão que decorreu na melhor ordem e compostura foram oradores a Srª Drª Cristina Torres Duque, que presidiu à mesa de honra; prof. Engº Henrique de Barros (...) O encerramento efectuou-se rigorosamente à hora marcada, com a assistência entoando de pé a Portuguesa e soltando vivas à Pátria e à República.
“ [ler tudo AQUI - sublinhados, nossos (clicar na imagem)]

via Quinto Poder.

J.M.M.

sábado, 10 de outubro de 2009

ANTIGO CAIS DA DOCA - 1890



FIGUEIRA DA FOZ - Antigo Cais da Doca, em 1890. [clicar na foto]

via blog Presente.

J.M.M.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

AUGUSTO GOLTZ DE CARVALHO


"Augusto Goltz de Carvalho nasceu em Buarcos, no dia 28 de Março de 1858 [cf. José de Sousa Cardoso, Biografias Figueirenses, Figueira da Foz, 1947, p. 29]. Foi professor primário durante 30 anos e personagem importante nos movimentos associativos de Buarcos [cf. A Maçonaria na Figueira da Foz (1900-1925), Ed. Biblioteca e Arquivos, 2001, p. 8]. Cria a (sua) Escola Particular Nocturna, colabora na fundação da Cooperativa Buarcoense (1904), na União Marítima de Buarcos (1912), nos Bombeiros Voluntários de Buarcos, tendo sido "activo da Misericórdia de Buarcos" e, ainda, presidente da Junta da Paróquia de Buarcos [idem, ibidem].

Homem de "grande cultura", escreveu peças de teatro que foram levadas à cena no mítico Grupo Caras Direitas, tendo aí realizado, também, notáveis conferências. Grande entusiasta pela investigação e exploração arqueológica na região [ibidem], colaborou intensamente com o Dr. Santos Rocha [n. F. Foz, 1853-1910] na organização do Museu Municipal e [ler, aqui] na Sociedade Arqueológica da Figueira [1898, que a partir de 1903 se denomina, Sociedade Arqueológica Santos Rocha], tendo feito parte da sua direcção [nota: consultar o Boletim da Sociedade Archeologica Santos Rocha (nº1, 1904)]. Também se distinguiu no "campo da biologia e zoologia", tendo sido um conhecido "recolector e catalogador de espécies vegetais e animais".

Iniciado [desconhece-se o seu nome simbólico] na maçonaria, presumidamente, num Triângulo de Buarcos. De facto, em Buarcos, a partir de 1899, existiu o Triângulo nº11 do REAA, que abateu colunas em 1908; e a partir dessa data estiveram activos 2 Triângulos, tendo um deles [Triângulo, nº118 de Buarcos] originado a Loja Luz e Harmonia, fundada em 1911, da qual Goltz de Carvalho foi seu Venerável [cf. A Maçonaria na Figueira da Foz, ibidem, p.9].

Colaborou em diversos jornais e outras publicações, como o Correio da Figueira, Correspondência da Figueira, Gazeta da Figueira, Anais de Ciências Naturais, Portugália (porto) e no Boletim da Sociedade Arqueológica da Figueira"

Morre a 29 de Junho de 1913.

via Almanaque Republicano.

J.M.M.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

GRUPO CARAS DIREITAS


“No dia 1 de Outubro de 1907, na casa de D. Leonor de Paula, a convite de António Augusto da Gama e Carlos da Cruz Oliveira reuniu-se um grupo de 15 amigos todos naturais e moradores em Buarcos, que fundaram então o ‘Grupo dos 15 Caras Direitas’, com a obrigação do pagamento de uma quota mensal de 100 réis, tendo a primeira direcção ficado assim constituída:

Presidente: Joaquim Marçal Carrega; Secretário: Carlos Cruz Oliveira; Tesoureiro: António Augusto da Gama. Os restantes 12 fundadores foram: Joaquim Rodrigues da Silva, António Caetano Ferreira, José Feteira, António Marques Murta, José Amorim Guerra, Augusto Alves Abreu, José Baptista Soares, António Gomes Pinto, Augusto Maria Henriques, José Cardoso de Oliveira, Alberto Cardoso de Oliveira e José Romão.

O Grupo tinha por finalidades praticar a "Instrução, Beneficência e Recreio", tendo sido aprazado comemorar, como data da sua fundação, o dia 1º de Dezembro por ser o aniversário da Independência de Portugal. A sua primeira sede foi numa pequena casa na rua Governador Soares Nogueira, cedida graciosamente pelo seu proprietário e director do Grupo, António Gama, seguindo-se uma outra na mesma rua, e depois no Teatro Duque, pelo aluguer do qual, pagavam 60$000 réis anuais.

Em 31-III-1913 é feita a fusão com o Sport Grupo Buarcosense, que tinha uma filarmónica, e como a sede entretanto se tornasse acanhada, três anos depois mudam-se para o Teatro Trindade, tendo passado a designar-se de Grupo Caras Direitas. Após muitos sacrifícios constroem a sua sede própria que é inaugurada em 6-V-1928, a qual dispõe de uma excelente sala de espectáculos com uma capacidade de 510 lugares onde se têm realizado sessões cinematográficas e teatrais, não só pela sua secção cénica como por consagradas companhias nacionais.

O seu palco que reúne as melhores condições técnicas, já foi pisado por artistas como Adelina e AuraAbranches, Alves da Cunha, lida e Dinah Stichini, Amélia Rey Colaço, Robles Monteiro, Berta de Bívar, Álvaro Benamor, Samuel Dinis, Camilo de Oliveira, José Viana, Mário Santos, Raul Solnado e outros, dando-se até a curiosidade de o popular actor Camilo de Oliveira ter nascido num dos seus camarins.

Ao longo da sua existência a secção cénica do Caras já representou centenas de peças de teatro desde dramas, comédias, farsas, operetas e revistas. Este género teatral tem predominado no Grupo, destacando-se entre as de maior sucesso: "Caldeirada à Pescador", "Nortada Rija", "Onda Marítima", "É Tudo Terra", "Em Águas de Bacalhau", "Um Mar t'Alimpe", "Sardinha na Brasa", "Gente do Mar" e "Cantarinha Vai à Fonte", que proporcionaram largas dezenas de representações, não só em Buarcos como em diversas terras dá país.

De notar que todas as revistas atrás referidas foram musicadas por José Traqueia Bracourt, sendo da autoria de Vasco da Gama e Jorge Bracourt. Se os êxitos alcançados pela secção cénica se devem aos méritos dos seus amadores, uma parte vai para os ensaiadores, que foram os seguintes: António Gomes Pinto, Manuel Monteiro, José Gaspar, Constantino Nunes da Silva, António Neves, José Goltz de Carvalho, Mário Santos, António Sousa, Manuel Pereira da Silva, João Alves Fernandes, Severo Biscaia, Eduardo Matos, Jorge Bracourt, José Fernandes dos Santos, Mário Bertô e Dr. António Gouveia de Carvalho.

Em Maio de 1931 e durante alguns anos funcionaram no Grupo aulas de instrução primária, desenho e ginástica. Nos dias 12 e 13 de Junho de 1938 realizou-se um arraial de Santo António, estreando-se um grupo de jazz privativo do Grupo e o "Rancho das Cantarinhas" (...). Da parte musical do rancho foi incumbido Alberto Machado e a coreográfica ficou a cargo de Joaquim Romão.

Em 1-XII-1982 foi inaugurado o Pavilhão Gimnodesportivo a cuja cerimónia presidiu o Ministro das Obras Públicas de então, Eng. Viana Baptista.(...) Em Dezembro de 2003 um incêndio destruiu o palco (entretanto recuperado)“.

in Monografia de Buarcos de Fausto Caniceiro, 2004 - via Album Figueirense.

J.M.M.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

VIVA A REPÚBLICA


"Comemora-se amanhã [HOJE] mais um aniversário da Revolução de 5 de Outubro de 1910, que implantou o regime republicano em Portugal.
Pela sua importância e consequências, deve esse facto marcante da nossa História Pátria ser sempre recordado, não por mero e estéril saudosismo, porque devemos ter sempre uma visão objectiva e dinâmica da história.
Um povo sem memória torna-se amorfo, conformado com o quotidiano, incapaz de retirar do passado as lições que podem ajudar a lutar por um presente e um futuro melhores.

A Revolução de 5 de Outubro de 1910 trouxe aos portugueses a conquista da cidadania e a consagração dos direitos fundamentais tão postergados nos últimos tempos de uma monarquia caduca e desprestigiada. Com a Revolução de 1910, rompeu-se com uma estrutura anquilosada e injusta da sociedade portuguesa.
É, na verdade, em República que mais se pode acentuar uma participação directa, mais consciente e activa do Povo na vida política do País. É em República que não pode haver castas sociais e ridículos privilégios. É em República que mais se pode obter a igualdade e desenvolver a solidariedade entre todos os cidadãos. É em República que melhor pode haver uma autêntica vivência democrática.

Basta atentar na muita, oportuna e avançada legislação dos governos da 1ª República para concluirmos que eram muito nobres, generosos os ideais de então. E se nem todos foram concretizados certo é que eles existiam como programa e muitos ficaram para sempre radicados na alma do Povo Português. E foi com essa alma que, mais tarde, se lutou contra o regime totalitário do mal chamado Estado Novo, e foi também com essa alma que se fez a libertadora Revolução de Abril, que nos trouxe de novo a Liberdade a Democracia em que vivemos.

Digam alguns o que disserem, o certo é que a República veio para ficar e será sustentada, sempre e a todo o transe, pela esmagadora maioria dos portugueses.
Nunca será de mais lembrar a coragem, o patriotismo e a fidelidade ao ideal democrático dos valorosos homens do 5 de Outubro de 1910, bem como os seus precursores que a prepararam.

Foram muitos e relevantes os seus exemplos de dignidade, honradez e verticalidade, foi firme o seu desejo de fazer de Portugal um país efectivamente livre, mais próspero, mais solidário e mais respeitado na Comunidade Internacional.
É, pois, nosso imperioso dever recordar sempre os homens da 1ªRepública, exaltando o seu ideal de puro republicanismo.
"

Luis Melo Biscaia, in Lugar para Todos [ler AQUI - sublinhados nossos]

J.M.M.