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quarta-feira, 3 de março de 2010

REVISTA DA FIGUEIRA


"Número 1, Setembro de 1917. O director era Pedro Fernandes Thomaz e o secretariado da redacção de António C. Pinto de Almeida. Editor: Augusto Veiga. Propriedade da Gazeta da Figueira. Era composta e impressa na Imprensa Lusitana de Augusto veiga, sita à Praça Nova, 23 a 25.

Neste número, um editorial esclarece que se trata da continuação da 'À Figueira', 'que suspendeu a sua publicação por um dos seus directores haver sahido desta cidade'. Destinava-se a 'dar bom nome à sua terra natal, mantendo e alimentando o cultivo das lettras e o estudo de aspectos regionaes'.

Neste primeiro número colaboraram: Pedro Fernandes Thomaz, Sant`Iago Prezado, José Jardim, Affonso Simões, João Coelho, Cardoso Martha, Manuel de Sousa e Raymundo Esteves.

A assinatura custava 2.000 reis e o número avulso 200"

via Album Figueirense.

J.M.M.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

BIBLIOTECA PEDRO FERNANDES TOMÁS - FIGUEIRA DA FOZ



“Em 1908 uma comissão liderada por Pedro Fernandes Tomás ofereceu ao município (era presidente da Câmara, Joaquim Jardim) os seus préstimos para organizar uma biblioteca a partir de alguns livros (783 volumes guardados no Museu que então se situava no Paço) que constituíam espólio da edilidade. Da comissão faziam parte também Francisco Martins Cardoso, António Carlos Borges, Alberto Diniz da Fonseca, Eloy do Amaral e Cardoso Martha.

A inauguração da biblioteca fez-se a 1 de Maio de 1910 num edifício situado na Praça Nova logo à entrada da rua dos Ferreiros.

Em Outubro do ano seguinte a novel biblioteca mudou para o edifício dos Paços do Concelho e em 1915 voltou a mudar de poiso desta vez para a rua 10 de Agosto onde permaneceu até 1927.

No ano seguinte o espaço dos livros voltou a ser transladado, desta feita para o 1º andar do edifício dos Bombeiros Municipais frente à igreja matriz.

Muitos se lembram ainda de a biblioteca ter funcionado na Praça Velha, no 1º andar da mercearia Tomás do Café. Isto desde 1953 até 30 de Agosto de 1974, quando ficou, finalmente, no edifício onde hoje a conhecemos.

Pedro Fernandes Tomás (1853-1927), conhecido por Mestre Pedro, foi professor da escola industrial. Era um bibliófilo apaixonado e foi colaborador da imprensa local; fundou e dirigiu a revista Figueira; foi musicólogo e pesquisador do folclore português (editou na imprensa da Universidade "Canções Portuguesas do Séc. XVIII à Actualidade) e um dos fundadores da Sociedade Arqueológica. Fundou a escola maçónica figueirense "Evolução"

[trata-se, afinal, do Grémio Evolução, fundado sob os auspícios da Loja maçónica Evolução, nº307, da Figueira da Foz. Esta Loja, que existiu entre 1909-1915, era uma loja do R.E.A.A. e foi instalada na Figueira da Foz como desdobramento da Loja “Gomes Freire”, nº274, de Leiria. O Venerável terá sido José da Silva Fonseca, comerciante, e entre alguns dos seus obreiros estariam Adriano Dias Barata Salgueiro, Fortunato Augusto da Silva, Joaquim José Cerqueira da Rocha e o próprio Pedro Fernandes Tomás. A Loja publicou um jornal – Evolução. Pela Pátria e pela Liberdade – entre 1909 e 1910 (16 números), onde Pedro Fernandes Tomás colaborava. Refira-se que a Loja estava politicamente próxima do partido Evolucionista]

Cultivou amizade com Miguel de Unamuno com quem trocou correspondência”

via Album Figueirense [com aditamentos e sublinhados nossos]

J.M.M.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A PRAIA


“Em 1903 [15 de Agosto – refª Jornais e Revistas do Concelho da Figueira da Foz (1863-1985), por Joaquim Sousa & António Reis Caldeira, 1986] foi publicado um número único [de “homenagem à colónia balnear espanhola", ibidem], intitulado "A Praia", dirigido por Manuel Luís de Almeida, então estudante da Escola Médica do Porto e residente na Figueira da Foz. [colaboração de : Teixeira de Carvalho, Carlos Borges, J. Mourato Grave, António Gomes da Silva, Ramon Cilla, Francisco Villegas, ..., idem, ibidem].

Mas aquela publicação, a que a imagem se refere, e de que possuo [Aníbal José de Matos] a colecção completa, iniciou a sua publicação em 20 de Agosto de 1923, sendo seus redactores António Amargo e Adriano Santos (saliente-se a gralha que consta do cabeçalho: Adriano Satos em vez de Adriano Santos, mais conhecido por Pinana. Saíram apenas dois números. Na imagem, o n.º 6, penúltimo desta série, que se seguiu à 1.ª, iniciada em 21 de Agosto de 1921. A numeração da 2.ª seguiu a continuidade, já que apenas se haviam publicado cinco na série anterior [colaboradores: além dos citados, participaram Carlos Pinto, J. Leite, Cardoso Marta, Raimundo Esteves e Arnaldo Forte - refª Jornais e Revistas do Concelho da Figueira da Foz, ibidem].

Note-se que, em 1917 [nº1, 23 de Julho de 1917 - idem, ibidem], também vira a luz uma publicação com o mesmo título, sendo seu administrador Fausto Eloy. Era propriedade da Casa Havaneza. O seu último número foi publicado a 30 de Setembro de 1917 [ou 18 de Outubro - refª Jornais e Revistas do Concelho da Figueira da Foz, ibidem. O Editor era J. H. Santos. Colaboradores: Raimundo Esteves, Ernesto Tomé, António Amargo, André Brun, Júlio Dantas, Albino Forjaz de Sampaio, Arnaldo Forte, Mário Azenha, Delfim Guimarães, Cardoso Marta - ibidem].

Dizia Cardoso Marta que esta revista era "uma das melhores apresentadas a que a época balnear da Figueira tem dado origem."

Texto via Presente [blog de Aníbal José de Matos], com acrescentos & sublinhados nossos.

J.M.M.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O SR. BERNARDINO MACHADO ...



"O escritor e jornalista monárquico, Eugénio Severim Azevedo, que assinava os seus trabalhos com o pseudónimo "Crispim", foi redactor da 'Nação' e director do jornal de caricaturas 'O Talassa'.

Escreveu o opúsculo 'O Sr. Bernardino Machado nunca existiu - Bernardino na História - Bernardino na Política - Bernardino na Cordealidade - Formação impessoal do Bernardinismo'.

Resposta ao opúsculo de Crispim, da autoria do poeta e autor dramático republicano, António Correia Pinto de Almeida, que assinava com o pseudónimo 'Marco António' [utilizou, também, o pseud. António Amargo]. Era natural da Figueira da Foz e foi director da 'Gazeta da Figueira' [do nº2348, de 24/10/1914 ao nº2356, de 21/11/1914]. Publicou as peças: 'O Degredado', 'Polícia Amador' e 'Os Conspiradores'." [assinou também: Republicaníadas (1913), Alcofinhas, Cantares (1922)]

via Blog Bernardino Machado [sublinhados, nossos]

- Crispim [pseud. de Eugénio Severim Azevedo] – O Sr. Bernardino Machado nunca existiu, Tip. da Modesta, Lisboa, 1914

- Marco António [pseud. de António Correia Pinto de Almeida] - O Sr. Bernardino Machado existiu e existe (refutação scientifica das erróneas doutrinas expendidas pelo ímpio Crispim no seu folheto «O Sr. Bernardino Machado nunca existiu».», Imprensa Lusitana, Figueira da Foz, 1914

J.M.M.

sábado, 10 de outubro de 2009

FIGUEIRA DA FOZ ... POR VITORINO NEMÉSIO


"Vou no meu quarto ano de Figueira. Isto é um curso: no primeiro ano nem se conhecem condiscípulos, que são os outros banhistas. No segundo já há relações - não muitas, porque as disciplinas são absorventes e variadas: escolher banheiro, mercearia, farmácia para a pomada contra as queimaduras do sol e alguma tintura de iodo, conhecer as manhas da porta da casa alugada (uma ciência), etc. Até que, no terceiro, saudados logo à chegada pelo banheiro, pelo merceeiro, pelo rapaz do pão que nos dá o inútil bilhete de visita segurando o guiador da bicicleta, estamos quási formados (...)

Não me formei propriamente em Figueira da Foz (nome de Faculdade) mas em Palheiros, Universidade de Buarcos.(...) estudar o regime das nortadas, a psicologia das mulheres que vendem peixe e que nos saturam de sardinha, as laparotinhas que descem ao povoado com o cesto da fruta ou do feijão.

(...) O Dr. Oceano é na verdade a pessoa mais importante da Figueira. Emquanto gizo êste artigo êle muge atrás de mim. O crescente da lua estampa-se no céu. Abaixo uma esteira de luz, para cá, na areia, ondas que se desdobram como grupos de quatro atiradores deitados, que na carreira de tiro, à voz de 'fogo!' disparam ao alvo certo.

(...) No resto a Figueira é trivial e adorável como um híbrido de praia mundana e cidade de pequenos armadores. O turismo apregoa a parte confortável, recreativa e fresca do simpático produto, e tem para isso as razões especiais de todo o turismo moderno: boa esplanada, praia de aro imponente, casinos e cafés populosos, um delicioso ténnis instalado com muito gosto num forte abandonado das bombardas. Eu apego-me mais à Figueira de todo o ano, morta no Bairro Novo (...).

Não sei se êste interesse pela Figueira de inverno me veio de um romance de João Gaspar Simões, Amores Infelizes, em que a alma burguesa da cidade diz uma parte importante daquilo que tem a dizer."

por Vitorino Nemésio, in Diário de Lisboa - "A Banhos", 7 de Setembro de 1935.

via Álbum Figueirense.

J.M.M.