segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

BIBLIOTECA PEDRO FERNANDES TOMÁS - FIGUEIRA DA FOZ



“Em 1908 uma comissão liderada por Pedro Fernandes Tomás ofereceu ao município (era presidente da Câmara, Joaquim Jardim) os seus préstimos para organizar uma biblioteca a partir de alguns livros (783 volumes guardados no Museu que então se situava no Paço) que constituíam espólio da edilidade. Da comissão faziam parte também Francisco Martins Cardoso, António Carlos Borges, Alberto Diniz da Fonseca, Eloy do Amaral e Cardoso Martha.

A inauguração da biblioteca fez-se a 1 de Maio de 1910 num edifício situado na Praça Nova logo à entrada da rua dos Ferreiros.

Em Outubro do ano seguinte a novel biblioteca mudou para o edifício dos Paços do Concelho e em 1915 voltou a mudar de poiso desta vez para a rua 10 de Agosto onde permaneceu até 1927.

No ano seguinte o espaço dos livros voltou a ser transladado, desta feita para o 1º andar do edifício dos Bombeiros Municipais frente à igreja matriz.

Muitos se lembram ainda de a biblioteca ter funcionado na Praça Velha, no 1º andar da mercearia Tomás do Café. Isto desde 1953 até 30 de Agosto de 1974, quando ficou, finalmente, no edifício onde hoje a conhecemos.

Pedro Fernandes Tomás (1853-1927), conhecido por Mestre Pedro, foi professor da escola industrial. Era um bibliófilo apaixonado e foi colaborador da imprensa local; fundou e dirigiu a revista Figueira; foi musicólogo e pesquisador do folclore português (editou na imprensa da Universidade "Canções Portuguesas do Séc. XVIII à Actualidade) e um dos fundadores da Sociedade Arqueológica. Fundou a escola maçónica figueirense "Evolução"

[trata-se, afinal, do Grémio Evolução, fundado sob os auspícios da Loja maçónica Evolução, nº307, da Figueira da Foz. Esta Loja, que existiu entre 1909-1915, era uma loja do R.E.A.A. e foi instalada na Figueira da Foz como desdobramento da Loja “Gomes Freire”, nº274, de Leiria. O Venerável terá sido José da Silva Fonseca, comerciante, e entre alguns dos seus obreiros estariam Adriano Dias Barata Salgueiro, Fortunato Augusto da Silva, Joaquim José Cerqueira da Rocha e o próprio Pedro Fernandes Tomás. A Loja publicou um jornal – Evolução. Pela Pátria e pela Liberdade – entre 1909 e 1910 (16 números), onde Pedro Fernandes Tomás colaborava. Refira-se que a Loja estava politicamente próxima do partido Evolucionista]

Cultivou amizade com Miguel de Unamuno com quem trocou correspondência”

via Album Figueirense [com aditamentos e sublinhados nossos]

J.M.M.

domingo, 27 de dezembro de 2009

HOMENAGEM A CARLOS SOMBRIO



PROSPECTO "publicado em 15 de Maio de 1955, divulgando uma homenagem a António Augusto Esteves, figueirense que usava o pseudónimo de Carlos Sombrio.

Carlos Sombrio foi autor de várias obras como "Sombras", "Aguarelas da Beira", "Cartas Perdidas", "Diálogos", "Rumo ao Mar", etc. Era natural da Figueira da Foz, onde nasceu em 29 de Julho de 1894, ali falecendo em 25 de Março de 1949 ...
"

Prospecto impresso na "Tipografia Figueirense", propriedade de Joaquim Gomes d'Almeida, tio de Aníbal José de Matos.

via Presente, com a devida vénia.

J.M.M

FESTAS FELIZES



FESTAS FELIZES

FOTO via Bernardino Machado.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

PARTIDO REPUBLICANO PORTUGUÊS



FOTO: O Directório do Partido Republica Português - da esq. para a dir.: António Luís Gomes, Bernardino Machado, Celestino de Almeida, António José de Almeida e Afonso Costa.

via, com a devida vénia, do blog de Manuel Sá-Marques, "Bernardino Machado".

J.M.M.

sábado, 28 de novembro de 2009

AVENIDA SARAIVA DE CARVALHO



Avenida Saraiva de Carvalho - Edição Casa Havaneza

J.M.M.

GENTIL DA SILVA RIBEIRO (1873-1918)


"Natural de Tavarede, onde nasceu no dia 13 de Dezembro de 1873, foi casado com Emília Coelho de Oliveira, e morreu em 25 de Julho de 1918, com a idade de 44 anos.

Sapateiro de profissão, foi figura saliente no meio operário local e figueirense, destacando-se como acérrimo defensor dos ideais republicanos. [Era pai de José da Silva Ribeiro]

Teve uma importantíssima participação na vida social da sua terra. Ainda muito novo, colaborou musicalmente na Filarmónica Figueirense e, em 22 de Março de 1893, foi um dos fundadores da Estudantina Tavaredense, onde, além de organizador e regente da sua tuna, foi um dos principais amadores teatrais e, ainda, devotado dirigente.

Como esta associação acabou a sua actividade no ano de 1903, passou, tempos depois, a prestar a sua colaboração à Sociedade de Instrução, fundada em Janeiro de 1904, na qual sucedeu a João Nunes da Silva Proa na direcção da orquestra, por volta dos anos 1907/1908.

Compositor musical, foi ele o autor do hino desta última colectividade e escreveu a partitura para as operetas Na Terra do Limonete e Dona Várzea, levadas à cena em 1912 e 1913, respectivamente.

[Foi iniciado na maçonaria, na Loja Fernandes Tomás a 29 de Março de 1902, no grau de aprendiz, com o nome simbólico "Crougé". Exerceu o "cargo de Servente" de 1901 a 1904 (cf. A Loja Fernandes Tomás, nº212 da Figueira da Foz, DMBA, 2001)]

Com a implantação do regime republicano em Outubro de 1910, colaborou na fundação da secção local do Partido Republicano Português e foi eleito, por diversas vezes, para membro da Junta de Paróquia, exercendo igualmente o cargo de regedor (...)

'Gentil Ribeiro foi durante anos editor da 'Voz da Justiça' e, se não estamos em erro, do 'Povo da Figueira', escrevendo neste jornal como correspondente de Tavarede.
Correligionário de absoluta confiança, dedicado, pronto para sacrifícios, o desinteresse com que servia a República levou esta a confiar-lhe, até à revolução de Dezembro, o cargo de regedor da freguesia. Mas esta consideração não valia nada em relação ao que merecia a sua isenção de sempre e que, nesta hora em que o seu corpo arrefece e está prestes a entrar no túmulo, nos queremos afirmar num preito de justiça pela sua inolvidável memória'.

A Sociedade de Instrução, que lhe ficou a dever inestimável colaboração, prestou homenagem à sua memória em Janeiro de 1924, descerrando o seu retrato, que se encontra exposto no salão nobre. Já o havia nomeado, ainda em vida, seu sócio honorário. Também a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal da Figueira atribuíram o seu nome a uma rua local, perto dos Quatro Caminhos do Senhor da Areeira ..."

via Tavarede Terra de Meus Avós [com aditamentos, nossos]

J.M.M.

MANUEL DIAS SOARES (1867-1938)


"Manuel Dias Soares nasceu na Figueira da Foz em [9] Novembro de 1867. Aprendeu música com Manuel Fernandes Mesquita, seu padrasto, e desenvolveu a sua arte com o espanhol Alzamora e depois com Augusto Symaria, regente da "Filarmónica Dez de Agosto".

Apresentou-se em público pela primeira vez em 1889. Em Fevereiro de 1890 tomou parte como violinista num concerto organizado por artistas do Teatro S. Carlos, altura em que terá composto a sua primeira obra "O Privado Sultão", uma opereta de um acto feita com Mendes Leal.

Foi regente da "Dez de Agosto" e colaborador da "Figueirense"; integrou a "Tuna Figueirense" e fundou a "Fanfarra" [1892] uma agremiação musical que contava com o concurso de músicos de várias colectividades. Foi, ainda, organizador e regente do "Grupo Musical Clara".

Em 1908, dirigiu a "Dez de Agosto" num concerto dado no convento da Batalha para o rei D. Carlos.

Um ano antes [1907], Dias Soares assumira a direcção do "Rancho do Vapor". Foi aqui que o músico deu largas à sua veia popular e melódica. Daqui se destaca a Marcha do Vapor, hino da associação que compôs para letra de Pereira Correia e que é hoje o hino da Figueira da Foz.

Em 1915 Dias Soares conseguiu organizar uma orquestra sinfónica que fez a sua primeira audição numa das salas do Paço.

[Compôs 'outras musicas de sabor popular' e uma 'opereta" (A Filha do Negreiro]. Teve uma 'festa de homenagem' (1-06-1935) no Casino Peninsular] [in Figueirenses de Ontem e de Hoje, de Fausto Caniceiro da Costa, 1995]

Faleceu a 7 de Agosto de 1938"

via Album Figueirense.

J.M.M.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

GOVERNO PROVISÓRIO DA REPÚBLICA



Governo provisório da República

J.M.M.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

EX-LIBRIS JOAQUIM BARROS SOUSA



Ex-Libris de Joaquim Manuel Barros de Sousa (n. 22-10-1936).

via Ephemera.

J.M.M.

A PRAIA


“Em 1903 [15 de Agosto – refª Jornais e Revistas do Concelho da Figueira da Foz (1863-1985), por Joaquim Sousa & António Reis Caldeira, 1986] foi publicado um número único [de “homenagem à colónia balnear espanhola", ibidem], intitulado "A Praia", dirigido por Manuel Luís de Almeida, então estudante da Escola Médica do Porto e residente na Figueira da Foz. [colaboração de : Teixeira de Carvalho, Carlos Borges, J. Mourato Grave, António Gomes da Silva, Ramon Cilla, Francisco Villegas, ..., idem, ibidem].

Mas aquela publicação, a que a imagem se refere, e de que possuo [Aníbal José de Matos] a colecção completa, iniciou a sua publicação em 20 de Agosto de 1923, sendo seus redactores António Amargo e Adriano Santos (saliente-se a gralha que consta do cabeçalho: Adriano Satos em vez de Adriano Santos, mais conhecido por Pinana. Saíram apenas dois números. Na imagem, o n.º 6, penúltimo desta série, que se seguiu à 1.ª, iniciada em 21 de Agosto de 1921. A numeração da 2.ª seguiu a continuidade, já que apenas se haviam publicado cinco na série anterior [colaboradores: além dos citados, participaram Carlos Pinto, J. Leite, Cardoso Marta, Raimundo Esteves e Arnaldo Forte - refª Jornais e Revistas do Concelho da Figueira da Foz, ibidem].

Note-se que, em 1917 [nº1, 23 de Julho de 1917 - idem, ibidem], também vira a luz uma publicação com o mesmo título, sendo seu administrador Fausto Eloy. Era propriedade da Casa Havaneza. O seu último número foi publicado a 30 de Setembro de 1917 [ou 18 de Outubro - refª Jornais e Revistas do Concelho da Figueira da Foz, ibidem. O Editor era J. H. Santos. Colaboradores: Raimundo Esteves, Ernesto Tomé, António Amargo, André Brun, Júlio Dantas, Albino Forjaz de Sampaio, Arnaldo Forte, Mário Azenha, Delfim Guimarães, Cardoso Marta - ibidem].

Dizia Cardoso Marta que esta revista era "uma das melhores apresentadas a que a época balnear da Figueira tem dado origem."

Texto via Presente [blog de Aníbal José de Matos], com acrescentos & sublinhados nossos.

J.M.M.

sábado, 31 de outubro de 2009

POUSADA DOS INTRANSIGENTES


No prosseguimento da Greve Académica de 1907 em Coimbra, a tentativa de "romper os laços de solidariedade que se estabeleceram, e se mantinham, entre os estudantes de Coimbra e entre estes e os de todas as escolas superiores e técnicas do país" [in História da Greve Académica de 1907, de Alberto Xavier, 1962] foi diversas vezes tentada, sem total êxito. A nomeação do novo reitor da Universidade de Coimbra, D. João de Alarcão, os apelos de vários pais de alunos ["na sua maioria, políticos militantes, e, alguns deles, franquistas", ibidem] para demover os estudantes e a solicitação feita ao próprio Rei, nesse sentido, ele mesmo interessado na resolução do conflito, levou a contemplar diversos mecanismos para que os estudantes desavindos pudessem fazer as suas provas, sem ao mesmo tempo "vexar os professores". Não foi, parece, pacifica entre os lentes, e em especial os da Faculdade de Direito, o processo que permitia "a realização dos actos", o que não obstou a que um Decreto (23 de Maio de 1907) do ministro do Reino determinasse a "reabertura da Universidade para efeitos de exames", mediante algumas condições.

Pretendia-se, dado a ordem a cumprir rigorosamente, que os estudantes regressassem individualmente e "somente nos dias indicados para as provas", para que afastada a presumida "reunião" dos alunos dos "cursos jurídicos", de onde pertenciam os mais intransigentes, se estabelecesse a quebra de "solidariedade" entre os estudantes de Coimbra e entre estes e os do resto do país. Diversos normativos foram publicados para o efeito, quer no que respeita a Coimbra, quer aos cursos de Lisboa e Porto.

Desta forma, em Coimbra, dos "1049" alunos matriculados, "encerraram a matricula 866 alunos", para efeitos de exame. Por decisão do Conselho de Decanos [1 de Abril de 1907] sete alunos tinham sido expulsos e recusaram-se a requerer matrícula [diz-nos Alberto Xavier] 160 alunos [e não 155 como foi na altura registado]. Tais estudantes "que procederam como homens de perfeita responsabilidade, dotados de livre autonomia de vontade, os quais, desinteressada e briosamente, se recusaram a requerer matrícula para efeitos de exames, enquanto os sete camaradas, injustamente expulsos, não fossem restituídos à plenitude dos direitos e regalias universitárias" [idem, ibidem], a opinião publica denomino-os de intransigentes.

Aos intransigentes, a estes alunos, foi dada a ordem de "abandonar Coimbra". Muitos regressaram às suas casas, mas um curioso grupo deles foram "passar o Verão à praia da Figueira da Foz, onde organizaram uma ‘pousada’ denominada dos Intransigentes, na Rua do Melhoramento, 63. Logo de início os comensais eram

Alfredo Pimenta, Alfredo França, M. Monteiro, Pestana Júnior, Justino Campos, Teixeira Jardim, Sant'Ana Leite, e Parreira da Rocha. Outros apareceram a aumentar o número" [ibidem]

Diz-nos, ainda, Alberto Xavier, citando o jornal O Século de 14 de Junho, desse ano:

"O 'Cenáculo dos Intransigentes', instalado na Figueira da Foz, continua sendo o ponto de reunião de todos os estudantes que não encerram matrícula na Universidade. Aquela agremiação académica tem já um hino próprio, denominado charge aos furadores da greve, e que se vai tornando popular, por os estudantes o cantarem, em grupos, pelas ruas, nas proximidades do cenáculo. O autor do hino foi o maestro Dias Costa

J.M.M.

in Almanaque Republicano

sobre a GREVE ACADÉMICA DE 1907 EM COIMBRA - consultar tudo AQUI.

MANUEL FERNANDES TOMÁS



ESTÁTUA MANOEL FERNANDES THOMAZ À PRAÇA NOVA - Edição Adelino Alves Pereira [clicar na foto]

Figueira da Foz (Praça Velha)

J.M.M.

domingo, 25 de outubro de 2009

CLUB GYMNASTICO VELOCIPEDICO FIGUEIRENSE


"Em 1895, a Figueira da Foz era uma cidadezinha de 5000 habitantes. O Bairro Novo, o Viso, a Lapa, o Pinhal, eram verdadeiramente arrabaldes. Mas a antiga vila era um porto de mar e era já testa de uma linha de caminho de ferro internacional. Bem junta ao rio, acotevelava os cais e vivia do comércio, ou da labuta do mar. A sua gente moldara um carácter forte, independente, aberto às influências salutares do estrangeiro. A Figueira conhecia a sua época áurea. Os grandes melhoramentos datam de então. Uma burguesia activa, empreendedora, levou a todos os campos um dinamismo de ideias rasgadas. Aqueles figueirenses eram gente do seu tempo.

Naturalmente, interessaram-se pela renascença desportiva, provocada na Grã-Bretanha, em 1808, pela criação do desporto universitário como meio educativo da mocidade inglesa. Com este país mantinha a Figueira relações comerciais, e desde velhos tempos nomes ingleses estavam ligados à vida do burgo da foz do Mondego.

Nesse ano de 1895, quando se fundou o Club Gymnastico Velocipédico Figueirense – a designação inicial do Ginásio Clube Figueirense, já havia uma tradição desportiva na pequena cidade. A Associação Naval Figueirense organizara regatas muito antes de 1876, pois na Correspondência da Figueira, de 20 de Junho desse ano, se diz que “houve em tempos esta agradável diversão” promovida por aquele clube. Num programa de regatas disputadas em 1883, lá vemos nomes ingleses – Laidley, James Kauk, John Cook Carrington.

Em 1889, instalou-se nos baixos da Assembleia Figueirense o Club Gymnastico, o primeiro do nome; um ano depois, era esta colectividade dirigida, entre outros, por José Zuzarte dos Santos e José Augusto Evangelista, mais tarde elementos preponderantes do Club Gymnastico Velocipédico. Não se deverão procurar as origens do Ginásio na agremiação instalada no edifício da Assembleia?

Em 1893, nascera a Associação Naval 1º de Maio.

Pouco depois, nas festas do S. João, realizou-se um festival ciclista, para que se inscreveram Joaquim Alves Fernandes Águas e José de Araújo Coutinho. Tal foi o entusiasmo e o brilhantismo da corrida, que provocaram a ideia da criação dum novo clube, do Club Gymnastico Velocipédico Figueirense. Um grupo de desportistas reunia-se no Café Atlântico, e não deixava arrefecer o entusiasmo pela ideia. O ciclismo era então o desporto em voga (…)

Não tardou organizar-se uma comissão instaladora do Clube, constituída por Pedro Ferreira, um dos organizadores daquela prova, José Zuzarte dos Santos, José Carlos da Costa Pinto, José Camolino de Sousa e Manuel Fernandes Tomás. Embora o clube estivesse em organização, logo em Junho de 1894, a pedido do provedor, efectuou um festival a favor da Misericórdia, festival que se repetiu durante a época balnear (...)

(...) em 1 de Janeiro de 1895, é a inauguração oficial do Club Gymnastico Velocipedico Figueirense. Nessa data foi participada aos sócios a instalação do Clube no nº35 da Rua Tenente Valadim, a actual Rua dos Combatentes. Eram também convidados a comparecer no dia 10, pelas 7 horas da tarde, para eleição dos corpos gerentes, que deu o seguinte resultado:

Assembleia Geral – Presidente, Henrique Raimundo de Barros; 1º secretário, Manuel Gaspar de Lemos; 2º, José dos Santos Lima.

Direcção – Presidente, Pedro Augusto Ferreira; vice-presidente, Jorge Laidley; secretário, José Camolino de Sousa; tesoureiro, José Carlos da Silva Pinto; vogais, José Augusto Evangelista, Joaquim Alves Fernandes Águas e Manuel Fernandes Tomás; guia velocipédico, José Bento Pessoa; sub-guia velocipédico, Albano Custódio (...)"

in J. Sousa Cardoso, Ginásio Clube Figueirense. Subsídios para a sua História – 1944 (aliás in Ginásio Clube Figueirense – “História. Fundação”) - sublinhados, nossos [ler todo o texto AQUI].

J.M.M.

sábado, 24 de outubro de 2009

BERNARDINO MACHADO



"[Bernardino Machado] Figura notável de professor da Universidade, político regenerador passado à República, o Dr. Bernardino Machado demitiu-se de lente da Faculdade de Filosofia em protesto contra a repressão instalada na Unoversidade [Coimbra] em 1907"

in VEM AÍ A REPÚBLICA! 1906-1910, de Joaquim Romero Magalhães, Almedina, Outubro 2009.

J.M.M.

COLÉGIO LICEU FIGUEIRENSE



COLÉGIO LICEU FIGUEIRENSE - GRUPO DE EX-ALUNOS

Grupo de antigos alunos à porta do Colégio Liceu em 1929 ou 1930 [clicar na foto].

Identificam-se os seguintes ex-alunos, sentados da esquerda para a direita e a começar na primeira fila e no 3° vulto, António Varela Pinto, 4°, José Pignateli, 5° (?), e depois Álvaro Dias, Dr. Mendes Pinheiro, de bigode e barba branca, ao centro, José Brandão Pereira de Melo, Rolão Preto, Antônio Souto, José Calado, Carlos Lino, e José Guarinho Ataíde.

Na segunda fila e pela mesma ordem, de pé, António Sotero e (João ou António) Zagalo; sentados, Raul Agostinho (?), o seguinte não identificado, depois Manuel Soares, Ricardo Gião, Aleu Saldanha, António Xavier Archer, o seguinte não identificado, depois Alberto Jacobety, David Rosado e os restantes na fila não identificados.

Na 3ª fila de pé e pela ordem seguida, começando pelo 4° vulto, Emesto Tomé, António Gambôa Peixoto, Miguel Soares, Carlos Martins Pereira, Aquiles Moreira, José Dias, Augusto Alegre e Alfredo Franqueira.

in artigo publicado na revista LITORAIS, nº 9, Novembro de 2008: "A escola nova que Joaquim de Carvalho frequentou: o Collegio Lyceu Figueirense (1902-11)", por Paulo Archer, p.30

via In Memoriam Joaquim de Carvalho.

J.M.M.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O SR. BERNARDINO MACHADO ...



"O escritor e jornalista monárquico, Eugénio Severim Azevedo, que assinava os seus trabalhos com o pseudónimo "Crispim", foi redactor da 'Nação' e director do jornal de caricaturas 'O Talassa'.

Escreveu o opúsculo 'O Sr. Bernardino Machado nunca existiu - Bernardino na História - Bernardino na Política - Bernardino na Cordealidade - Formação impessoal do Bernardinismo'.

Resposta ao opúsculo de Crispim, da autoria do poeta e autor dramático republicano, António Correia Pinto de Almeida, que assinava com o pseudónimo 'Marco António' [utilizou, também, o pseud. António Amargo]. Era natural da Figueira da Foz e foi director da 'Gazeta da Figueira' [do nº2348, de 24/10/1914 ao nº2356, de 21/11/1914]. Publicou as peças: 'O Degredado', 'Polícia Amador' e 'Os Conspiradores'." [assinou também: Republicaníadas (1913), Alcofinhas, Cantares (1922)]

via Blog Bernardino Machado [sublinhados, nossos]

- Crispim [pseud. de Eugénio Severim Azevedo] – O Sr. Bernardino Machado nunca existiu, Tip. da Modesta, Lisboa, 1914

- Marco António [pseud. de António Correia Pinto de Almeida] - O Sr. Bernardino Machado existiu e existe (refutação scientifica das erróneas doutrinas expendidas pelo ímpio Crispim no seu folheto «O Sr. Bernardino Machado nunca existiu».», Imprensa Lusitana, Figueira da Foz, 1914

J.M.M.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

PRIMEIRO GOVERNO DA REPÚBLICA



"O 1º Governo e a Bandeira da Republica Portugueza, proclamada em 5 de Outubro de 1910" [clicar na foto]

via blog Bernardino Machado (aliás via Museu Bernardino Machado)

domingo, 11 de outubro de 2009

MARIA JUDITE PINTO MENDES DE ABREU


"Joaquim Barros de Sousa escreveu vários textos biográficos sobre figuras da Oposição ligadas ou por nascimento ou pela sua actividade à Figueira da Foz. Nos documentos do seu arquivo encontram-se alguns desses textos dispersos em livros, artigos de jornais, catálogos, programas comemorativos, eventos de homenagem, e em manuscritos não publicados" [sublinhados nossos - ler AQUI - clicar na foto]

in ARQUIVO JOAQUIM BARROS DE SOUSA (aliás in Biblioteca e Arquivo JPP - via Ephemera - ler mais AQUI)

J.M.M.

III CONFERÊNCIA MAÇÓNICA PORTUGUESA NA FIGUEIRA DA FOZ


"A III Conferência Maçónica Portuguesa, realizou-se na Figueira da Foz, entre 14 e 16 de Setembro de 1906.

Como se pode observar, pelos temas abordados e pelos palestrantes que intervieram, existia uma crescente republicanização da Maçonaria Portuguesa. Os temas tinham cada vez mais uma feição politizada, embora sempre de acordo com os ideiais da Maçonaria na época. Note-se a tese sobre o pacifismo - tema muito caro a Sebastião de Magalhães Lima; ou ainda, a tese sobre a necessidade de efectivação do Registo Civil em Portugal, temas polémicos, mas que a Maçonaria procurava difundir entre os seus sócios.

Apresentaram-se oito teses principais:

1 – Valor científico das doutrinas pacifistas, por Magalhães Lima;
2- A Mendicidade, por Joaquim da Silva Cortesão [Galeno]
3- Acção da Maçonaria, por Feio Terenas;
4 – Definição de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, por Agostinho Fortes;
5 – Efectivação do Registo Civil em Portugal, por Manuel Gomes Cruz, [Lassale];
6 – Admissão da Mulher às profissões liberais, por David José da Silva;
7 – O Clericalismo, por Heliodoro Salgado
8 – A Maçonaria e as condições histórico-políticas dos povos, por Agostinho Fortes.

Esta Conferência Maçónica contou também com a presença de Sebastião de Magalhães Lima e Bernardino Machado."

via Almanaque Republicano.

J.M.M.

CASINO MONDEGO E RUA DA BOA RECORDAÇÃO


CASINO MONDEGO E RUA DA BOA RECORDAÇÃO - "O Casino Mondego [depois Hotel Portugal] é o mais antigo da Figueira e a rua [Rua da Recordação, ou então conhecida por Rua do Circo, depois (1910) designada por Rua Cândido dos Reis] onde se encontra é a de maior movimento na época balnear"

edição da Casa Havaneza [clicar na foto].

J.M.M.