terça-feira, 11 de maio de 2010

COLÉGIO LICEU FIGUEIRENSE



COLLEGIO LYCEU FIGUEIRENSE: vinheta do antigo Colégio, datada de 1910 [clicar na foto]

via Espólio de Maurício Pinto, à guarda de José Pacheco Pereira, in Ephemera.

terça-feira, 30 de março de 2010

IMPRENSA REPUBLICANA DA FIGUEIRA DA FOZ




A Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho (Figueira da Foz) levou a cabo nos dias 25-27, do corrente mês, as suas XII Jornadas Culturais. Este ano, as actividades tiveram o tema: "Cem Anos de República". Refira-se, desde logo, a cerimónia de abertura, realizada no Palácio Sotto-Mayor, onde foi "dramatizada" a "cena da Proclamação da República feita por José Relvas e seus companheiros ao povo de Lisboa, no 5 de Outubro de 1910" por um grupo de alunos. Na altura foi representado um curioso discurso de "José Relvas", durante a sua reconstituição.

Contou as Jornadas Culturais da Escola Dr. Joaquim de Carvalho, com vários actividades, sendo de registar: uma Exposição, onde além de excelente "Painel Cronológico 100 Anos de República 1910-1926", houve lugar a um mostra de pintura alusiva às "personalidades dos 100 Anos de República", uma projeccão de animação sobre os acontecimentos de 1910, uma homenagem a Joshua Benoliel, exposição de livros, revistas e periódicos (figueirenses) republicanos, um curioso laboratório do princípio do século de Ciências Geográficas-Naturais, um outro excelente painel, dito, "Villa Madalena ou a arquitectura revivalista na Figueira da Foz durante a I República", uma "Conversa ..." com a profª. Ana Caetano (sobre Tavarede republicano, a SIT e o republicano José Ribeiro) e uma Conferência/Debate sobre "A República na Figueira da Foz" (realizada no Casino da Figueira), com a presença do prof. dr. Amadeu Carvalho Homem e o prof. Dr. Rui Cascão.

ver fotos das JORNADAS CULTURAIS - AQUI.

via Almanaque Republicano.

J.M.M.

sexta-feira, 26 de março de 2010

A REPÚBLICA NA FIGUEIRA DA FOZ - CONFERÊNCIA


Integrada nas JORNADAS CULTURAIS – "Cem Anos de República" – da Escola Secundária c/ 3º CEB Dr. Joaquim de Carvalho, decorrerá, esta noite (às 21,30 horas), uma Conferência/Debate no Casino da Figueira da Foz (Sala Figueirense), sob o lema "República na Figueira da Foz", com a participação do Professor Doutor Amadeu Carvalho Homem e o Professor Doutor Rui Cascão.

Conferência: “República na Figueira da Foz”, com o Dr. Amadeu Carvalho Homem e o dr. Rui Cascão;

Local: Casino da Figueira da Foz – Sala Figueirense, pelas 21,30 horas.

via Almanaque Republicano

J.M.M.

quinta-feira, 18 de março de 2010

TOPONÍMIA FIGUEIRENSE



Toponímia Figueirense, de João Oliveira Coelho, 1948

J.M.M.

domingo, 7 de março de 2010

MANUEL JORGE CRUZ - NOTA BREVE


Nasce em Tavarede [Figueira da Foz] a 9 de Outubro de 1880. Era filho de Jorge Silva e Maria da Cruz [ver AQUI]. Iniciou-se nas artes gráficas, muito novo, como tipógrafo na "Imprensa Lusitana", tendo ascendido a "cargos de responsabilidade".

Em 1 de Janeiro de 1904 (23 anos) toma como trespasse a Tipografia Popular [na Rua do Estendal] e é director do importante jornal republicano figueirense "A Voz da Justiça" [o periódico Voz da Justiça foi criado por Gustaf Adolf Bergstrom – seu proprietário, em 11 de Maio de 1902 -, e inicia a sua publicação como folha semanal sob edição de Gentil da Silva Ribeiro. Tinha a sua primitiva redacção, administração e tipografia no Passeio Infante D. Henrique. A partir de 17 de Maio de 1903 a tipografia passa a ser propriedade da Associação de Instrução e o jornal passa a ser administrado por uma comissão de indivíduos, ligados à Loja Fernandes Tomás, nº 212 da Figueira da Foz - loja maçónica instalada a 22 de Setembro de 1900, do RF e sob os auspícios do G.O.L.U. - e com o intuito de "propagar as nossas doutrinas" – cf. A Loja Fernandes Tomás, nº 212 da Figueira da Foz, Divisão de Museu, Biblioteca e Arquivos, CMFF, 2001]

Manuel Jorge da Cruz foi iniciado na maçonaria na Loja Fernandes Tomás a 3 de Novembro de 1904, com o nome simbólico de "Gutenberg", tendo aí exercido vários cargos, entre os quais secretário da Loja (entre 1907-1910 e 1915-1918), atingindo o Grau 20.º em 1925.

Deste modo, não espanta que em 1907, tenha assumido interinamente (pela nova Lei de Imprensa) a propriedade e direcção da Voz da Justiça. Manuel Jorge da Cruz manteve-se na direcção do periódico durante largos anos, sendo este um jornal muito activo e respeitado na luta contra a ditadura (esteve por diversas vezes suspenso) e, por isso mesmo, o periódico foi suspenso a 10 de Julho de 1937 pela Ditadura. Por seu lado, o ministro do Interior Pais de Sousa encerra a Tipografia Popular a 6 de Julho de 1938 e "rouba" todas as máquinas [que nunca regressaram às mãos dos seus legítimos proprietários, mesmo depois de Abril de 1974] e demais recheio, "ficando só as paredes". Foram presos pela PIDE todos os seus trabalhadores, como o então director José da Silva Ribeiro [irmão "João das Regras"] e o gerente-técnico Manuel Jorge Cruz [ibid.]. Manuel Jorge Cruz não conseguiu resistir a tamanha dor e sofrimento, ao ver ruir toda uma vida inteira de trabalho, de ideal democrático e "solidariedade social".

Manuel Jorge Cruz exerceu uma intensa actividade política, social e administrativa no concelho. Foi eleito (1911) para o cargo de 1º secretário da Assembleia Geral do Centro Republicano Cândido dos Reis. Por diversas vezes foi Procurador à Junta Geral do Distrito [até 1926], tendo sido Presidente da Assembleia Geral da Associação Comercial e Industrial da Figueira (em 1924 e 1925). Integrou, ainda, a Associação de Instrução Popular, a Associação Artística Figueirense, a Sociedade de Instrução Tavaredense [foi o seu "primeiro presidente eleito em Assembleia Geral, em 1905", tendo escrito o "primeiro Regulamento Interno da colectividade" – ler mais AQUI], pertenceu à Santa Casa da Misericórdia e à Cooperativa Manuel Fernandes Tomás.

Morre no dia 2 de Novembro de 1941. Foi sepultado em Tavarede, e o seu funeral constituiu uma "invulgar manifestação de sentimento" da gente da Figueira da Foz.

Foto e algumas notas retiradas, com a devida vénia, do blog Tavarede Terra de meus Avós. Publicado, também, no Almanaque Republicano.

J.M.M.

sábado, 6 de março de 2010

SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DE BUARCOS



FERNANDO PEDROSA - "Subsídios para a História de Buarcos", Cadernos Municipais 2

J.M.M.

quarta-feira, 3 de março de 2010

REVISTA DA FIGUEIRA


"Número 1, Setembro de 1917. O director era Pedro Fernandes Thomaz e o secretariado da redacção de António C. Pinto de Almeida. Editor: Augusto Veiga. Propriedade da Gazeta da Figueira. Era composta e impressa na Imprensa Lusitana de Augusto veiga, sita à Praça Nova, 23 a 25.

Neste número, um editorial esclarece que se trata da continuação da 'À Figueira', 'que suspendeu a sua publicação por um dos seus directores haver sahido desta cidade'. Destinava-se a 'dar bom nome à sua terra natal, mantendo e alimentando o cultivo das lettras e o estudo de aspectos regionaes'.

Neste primeiro número colaboraram: Pedro Fernandes Thomaz, Sant`Iago Prezado, José Jardim, Affonso Simões, João Coelho, Cardoso Martha, Manuel de Sousa e Raymundo Esteves.

A assinatura custava 2.000 reis e o número avulso 200"

via Album Figueirense.

J.M.M.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

S.I.T. - ESTANDARTE



"A Sociedade de Instrução a[SIT] adoptou, como seu, o estandarte que pertencera ao Grupo de Instrução e que havia sido inaugurado no ano de 1900. E, em 1927, o sócio benemérito Joaquim Fernandes Estrada, fez a oferta de um novo estandarte, que 'é, na verdade, rico e artístico. O desenho é de António Piedade, e foi bordado a ouro e matiz pela distinta mestra de bordados da Escola Industrial e Comercial, srª D. Maria do Céu Rio, cujo trabalho é primoroso e justamente admirado'.

Aquele benemérito, em sessão solene expressamente realizada para o efeito, fez a entrega do novo estandarte e 'afirma a sua simpatia pela Sociedade de Instrução Tavaredense, prometendo continuar a auxiliar a sua obra'.

'O acto é revestido de grande imponência. A gentil menina Maria Gonçalves (madrinha do estandarte) prende a bandeira na haste; a “Figueirense” executa o hino da Sociedade, e toda a assistência se levanta, soando palmas por largo tempo. Passados alguns momentos, o estandarte ergue-se, altivo, na haste encimada por uma artística estrela de metal branco, e irrompem novas salvas de palmas e muitos vivas
'.

ler TODO O POST AQUI.

J.M.M.

TRICANAS



FIGUEIRA DA FOZ - "Tricanas voltando do mercado"

J.M.M.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

CONFERÊNCIA "RAZÃO E RAZÕES DO REPUBLICANISMO PORTUGUÊS"


Conforme AQUI dissemos, a Associação Cívica e Cultural 24 de Agosto, da Figueira da Foz, associando-se às Comemorações do Centenário da Implantação da República, teve ensejo de organizar uma conferência sobre o título "Razão e Razões do Republicanismo Português".

Com uma assistência muito estimada, e que emoldurou todo o Salão Nobre da vetusta Associação Figueirense, que serviu de anfitriã, os palestrantes - dr. Amadeu Carvalho Homem e o dr. António Reis - destacaram os aspectos mais relevantes da experiência republicana da I República e o seu património actual. Da intervenção do dr. Carvalho Homem saliente-se a ideia de República como o "aprofundamento da democracia nas suas diversas vertentes". Esse "grande veredicto" da restauração de valores - como a "democraticidade", o "sufrágio universal" (ou cidadania plena versus monarquia censitária) -, esse património construído justamente no plano dos valores, tais como as leis da família, o divórcio, o ensino público, não pode ser confundido (axiologicamente) com o plano das realidades, como alguma corrente historicista hoje publicita.

O dr. António Reis, recuperando a ideia anterior, considera que há hoje, de facto, uma corrente de revisão histórica (deturpada) do que foi (é) a República, assumindo que qualquer apologia ou diabolização, tout court, não se compadece com, o que denomina, os princípios do ideal republicano, que corporiza em: submissão do interesse pessoal ou público; igualdade de direitos perante a lei; supremacia do parlamento na organização do Estado; limitação de mandatos, a par da responsabilização penal dos detentores de cargos públicos.

Seguidamente, António Reis, partiu para alavancar as virtudes (ou conquistas) do ideário republicano, a saber: prática da cidadania participativa, estado laico, leis da família e do registo civil, lei da greve, instrução pública (universidade livre, popular), novo ambiente cultural com a presença de várias correntes estéticas e filosóficas. Por fim, registou, nesse deve/haver da construção republicana, alguns dos erros ou perplexidades havidas, em torno do sufrágio universal ("lacuna da primeira república" e que não foi cumprido), incapacidade do pleno funcionamento do parlamento, o presumido erro da participação de Portugal na I Guerra (e que o sidonismo será a sua eventual consequência), os excessos cometidos à "sombra" do laicismo e a ausência de uma politica económica e social clara e eficaz que fosse ao encontro dos ensejos e revindicações do operariado e demais classes sociais (que só os governos entre 1923-25, o tentaram).

A conferência decorreu, depois, á luz das notas propostas pelos dois convidados, tendo a assistência prolongado a sessão com um conjunto de questões, bem curiosas, sobre todas essas matérias e que mereceram a atenção cuidada dos conferencistas.

Está, pois, de parabéns a Associação Cívica e Cultural 24 de Agosto, da Figueira da Foz, pelo excelente préstimo que proporcionou ao vasto auditório, pela relevância dos seus convidados e pelo magnífico espaço de debate que se obteve.

J.M.M.

via Almanaque Republicano.

domingo, 31 de janeiro de 2010

COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DA REPÚBLICA



PROGRAMA da Abertura Oficial das Comemorações do Centenário da República - VER AQUI

J.M.M.

sábado, 30 de janeiro de 2010

FIGUEIRA DA FOZ - COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DA IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA



DIA 5 DE FEVEREIRO (21,30 horas) - Salão Nobre da Assembleia Figueirense

CONFERÊNCIA: "Razão e Razões do Republicanismo Português", pelo Prof. Amadeu Carvalho Homem e moderação do Prof. António Reis.

ORGANIZAÇÃO: Associação Cívica e Cultural 24 de Agosto

«No âmbito das celebrações do Centenário da República que este ano se cumpre, a Associação Cívica 24 de Agosto vai realizar na próxima Sexta-Feira, 5 de Fevereiro, pelas 21H30, no Salão Nobre da Assembleia Figueirense, uma Conferência subordinada ao tema “Razão e Razões do Republicanismo Português” pelo Prof. Dr. Amadeu Carvalho Homem com comentário do Prof. Dr. António Reis.

Amadeu Carvalho Homem, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tem centrado a sua investigação no aprofundamento do conhecimento da história do nosso republicanismo, procurando sobretudo salientar os contributos filosóficos em que essa proposta assentou. São da sua autoria obras como “A ideia republicana em Portugal: O contributo de Teófilo Braga”, “A propaganda republicana. 1870-1910”, “O Conde de Arnoso e o seu tempo” e “Da Monarquia à República”.

António Reis, Professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, é Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano - Maçonaria Portuguesa e integra a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República. Destacam-se das suas obras livros como “Portugal Contemporâneo (1820-1992)” e “Portugal: Vinte Anos de Democracia”, editado em 1994
»

A não faltar!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

BIBLIOTECA PEDRO FERNANDES TOMÁS - FIGUEIRA DA FOZ



“Em 1908 uma comissão liderada por Pedro Fernandes Tomás ofereceu ao município (era presidente da Câmara, Joaquim Jardim) os seus préstimos para organizar uma biblioteca a partir de alguns livros (783 volumes guardados no Museu que então se situava no Paço) que constituíam espólio da edilidade. Da comissão faziam parte também Francisco Martins Cardoso, António Carlos Borges, Alberto Diniz da Fonseca, Eloy do Amaral e Cardoso Martha.

A inauguração da biblioteca fez-se a 1 de Maio de 1910 num edifício situado na Praça Nova logo à entrada da rua dos Ferreiros.

Em Outubro do ano seguinte a novel biblioteca mudou para o edifício dos Paços do Concelho e em 1915 voltou a mudar de poiso desta vez para a rua 10 de Agosto onde permaneceu até 1927.

No ano seguinte o espaço dos livros voltou a ser transladado, desta feita para o 1º andar do edifício dos Bombeiros Municipais frente à igreja matriz.

Muitos se lembram ainda de a biblioteca ter funcionado na Praça Velha, no 1º andar da mercearia Tomás do Café. Isto desde 1953 até 30 de Agosto de 1974, quando ficou, finalmente, no edifício onde hoje a conhecemos.

Pedro Fernandes Tomás (1853-1927), conhecido por Mestre Pedro, foi professor da escola industrial. Era um bibliófilo apaixonado e foi colaborador da imprensa local; fundou e dirigiu a revista Figueira; foi musicólogo e pesquisador do folclore português (editou na imprensa da Universidade "Canções Portuguesas do Séc. XVIII à Actualidade) e um dos fundadores da Sociedade Arqueológica. Fundou a escola maçónica figueirense "Evolução"

[trata-se, afinal, do Grémio Evolução, fundado sob os auspícios da Loja maçónica Evolução, nº307, da Figueira da Foz. Esta Loja, que existiu entre 1909-1915, era uma loja do R.E.A.A. e foi instalada na Figueira da Foz como desdobramento da Loja “Gomes Freire”, nº274, de Leiria. O Venerável terá sido José da Silva Fonseca, comerciante, e entre alguns dos seus obreiros estariam Adriano Dias Barata Salgueiro, Fortunato Augusto da Silva, Joaquim José Cerqueira da Rocha e o próprio Pedro Fernandes Tomás. A Loja publicou um jornal – Evolução. Pela Pátria e pela Liberdade – entre 1909 e 1910 (16 números), onde Pedro Fernandes Tomás colaborava. Refira-se que a Loja estava politicamente próxima do partido Evolucionista]

Cultivou amizade com Miguel de Unamuno com quem trocou correspondência”

via Album Figueirense [com aditamentos e sublinhados nossos]

J.M.M.

domingo, 27 de dezembro de 2009

HOMENAGEM A CARLOS SOMBRIO



PROSPECTO "publicado em 15 de Maio de 1955, divulgando uma homenagem a António Augusto Esteves, figueirense que usava o pseudónimo de Carlos Sombrio.

Carlos Sombrio foi autor de várias obras como "Sombras", "Aguarelas da Beira", "Cartas Perdidas", "Diálogos", "Rumo ao Mar", etc. Era natural da Figueira da Foz, onde nasceu em 29 de Julho de 1894, ali falecendo em 25 de Março de 1949 ...
"

Prospecto impresso na "Tipografia Figueirense", propriedade de Joaquim Gomes d'Almeida, tio de Aníbal José de Matos.

via Presente, com a devida vénia.

J.M.M

FESTAS FELIZES



FESTAS FELIZES

FOTO via Bernardino Machado.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

PARTIDO REPUBLICANO PORTUGUÊS



FOTO: O Directório do Partido Republica Português - da esq. para a dir.: António Luís Gomes, Bernardino Machado, Celestino de Almeida, António José de Almeida e Afonso Costa.

via, com a devida vénia, do blog de Manuel Sá-Marques, "Bernardino Machado".

J.M.M.

sábado, 28 de novembro de 2009

AVENIDA SARAIVA DE CARVALHO



Avenida Saraiva de Carvalho - Edição Casa Havaneza

J.M.M.

GENTIL DA SILVA RIBEIRO (1873-1918)


"Natural de Tavarede, onde nasceu no dia 13 de Dezembro de 1873, foi casado com Emília Coelho de Oliveira, e morreu em 25 de Julho de 1918, com a idade de 44 anos.

Sapateiro de profissão, foi figura saliente no meio operário local e figueirense, destacando-se como acérrimo defensor dos ideais republicanos. [Era pai de José da Silva Ribeiro]

Teve uma importantíssima participação na vida social da sua terra. Ainda muito novo, colaborou musicalmente na Filarmónica Figueirense e, em 22 de Março de 1893, foi um dos fundadores da Estudantina Tavaredense, onde, além de organizador e regente da sua tuna, foi um dos principais amadores teatrais e, ainda, devotado dirigente.

Como esta associação acabou a sua actividade no ano de 1903, passou, tempos depois, a prestar a sua colaboração à Sociedade de Instrução, fundada em Janeiro de 1904, na qual sucedeu a João Nunes da Silva Proa na direcção da orquestra, por volta dos anos 1907/1908.

Compositor musical, foi ele o autor do hino desta última colectividade e escreveu a partitura para as operetas Na Terra do Limonete e Dona Várzea, levadas à cena em 1912 e 1913, respectivamente.

[Foi iniciado na maçonaria, na Loja Fernandes Tomás a 29 de Março de 1902, no grau de aprendiz, com o nome simbólico "Crougé". Exerceu o "cargo de Servente" de 1901 a 1904 (cf. A Loja Fernandes Tomás, nº212 da Figueira da Foz, DMBA, 2001)]

Com a implantação do regime republicano em Outubro de 1910, colaborou na fundação da secção local do Partido Republicano Português e foi eleito, por diversas vezes, para membro da Junta de Paróquia, exercendo igualmente o cargo de regedor (...)

'Gentil Ribeiro foi durante anos editor da 'Voz da Justiça' e, se não estamos em erro, do 'Povo da Figueira', escrevendo neste jornal como correspondente de Tavarede.
Correligionário de absoluta confiança, dedicado, pronto para sacrifícios, o desinteresse com que servia a República levou esta a confiar-lhe, até à revolução de Dezembro, o cargo de regedor da freguesia. Mas esta consideração não valia nada em relação ao que merecia a sua isenção de sempre e que, nesta hora em que o seu corpo arrefece e está prestes a entrar no túmulo, nos queremos afirmar num preito de justiça pela sua inolvidável memória'.

A Sociedade de Instrução, que lhe ficou a dever inestimável colaboração, prestou homenagem à sua memória em Janeiro de 1924, descerrando o seu retrato, que se encontra exposto no salão nobre. Já o havia nomeado, ainda em vida, seu sócio honorário. Também a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal da Figueira atribuíram o seu nome a uma rua local, perto dos Quatro Caminhos do Senhor da Areeira ..."

via Tavarede Terra de Meus Avós [com aditamentos, nossos]

J.M.M.

MANUEL DIAS SOARES (1867-1938)


"Manuel Dias Soares nasceu na Figueira da Foz em [9] Novembro de 1867. Aprendeu música com Manuel Fernandes Mesquita, seu padrasto, e desenvolveu a sua arte com o espanhol Alzamora e depois com Augusto Symaria, regente da "Filarmónica Dez de Agosto".

Apresentou-se em público pela primeira vez em 1889. Em Fevereiro de 1890 tomou parte como violinista num concerto organizado por artistas do Teatro S. Carlos, altura em que terá composto a sua primeira obra "O Privado Sultão", uma opereta de um acto feita com Mendes Leal.

Foi regente da "Dez de Agosto" e colaborador da "Figueirense"; integrou a "Tuna Figueirense" e fundou a "Fanfarra" [1892] uma agremiação musical que contava com o concurso de músicos de várias colectividades. Foi, ainda, organizador e regente do "Grupo Musical Clara".

Em 1908, dirigiu a "Dez de Agosto" num concerto dado no convento da Batalha para o rei D. Carlos.

Um ano antes [1907], Dias Soares assumira a direcção do "Rancho do Vapor". Foi aqui que o músico deu largas à sua veia popular e melódica. Daqui se destaca a Marcha do Vapor, hino da associação que compôs para letra de Pereira Correia e que é hoje o hino da Figueira da Foz.

Em 1915 Dias Soares conseguiu organizar uma orquestra sinfónica que fez a sua primeira audição numa das salas do Paço.

[Compôs 'outras musicas de sabor popular' e uma 'opereta" (A Filha do Negreiro]. Teve uma 'festa de homenagem' (1-06-1935) no Casino Peninsular] [in Figueirenses de Ontem e de Hoje, de Fausto Caniceiro da Costa, 1995]

Faleceu a 7 de Agosto de 1938"

via Album Figueirense.

J.M.M.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

GOVERNO PROVISÓRIO DA REPÚBLICA



Governo provisório da República

J.M.M.