sábado, 2 de outubro de 2010

CENTENÁRIO DA REPÚBLICA NA FIGUEIRA DA FOZ



COMEMORAÇÕES do Centenário da República na Figueira da Foz

PROGRAMA:

5 de Outubro

EXPOSIÇÃO (16 horas): Rostos da República - Apresentação da reedição em facsimile da obra Republicaníadas de Marco António (António Correia Pinto d'Almeida)
LOCAL: Museu Municipal Santos Rocha
ORGANIZAÇÃO: Museu Municipal Santos Rocha

EXPOSIÇÃO (16 horas): Letras e Cores, Ideias e Autores da República - da DGLB
LOCAL: Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomás
ORGANIZAÇÃO: Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomás

CONCERTO (17 horas): Concerto comemorativo pela Filarmónica dos Carvalhais
LOCAL: Centro de Artes e Espectáculos (CAE)

7 de Outubro

5ªs de Leitura (21,30 horas): Encontro com o escritor José Fanha
LOCAL: Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomás

8 de Outubro

TERTÚLIA (21,30 horas): A República como movimento institucional e político
CONVIDADO: Prof. Dr. Fernando Rosas
LOCAL: Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomás

22 de Outubro

TERTÚLIA (21,30 horas): Republicanismo e economia
CONVIDADO: Prof. Dr. José Luís Cardoso
LOCAL: Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomás

11 de Novembro

5ªs de Leitura (21,30 horas): Encontro com Francisco Moita Flores
LOCAL: Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomás

J.M.M.

sábado, 28 de agosto de 2010

DIA FERNANDES THOMAZ


No dia 24 de Agosto, conforme AQUI foi referido, a Câmara Municipal da Figueira da Foz, a que se associou a Associação 24 de Agosto e a Associação Fernandes Thomaz, homenageou um dos seus filhos mais ilustres, Manuel Fernandes Thomaz (1771- 1822), jurisconsulto, figura “primacial do liberalismo vintista”, fundador do Sinédrio

[associação secreta para-maçónica, fundada no Porto em Janeiro de 1818, que interveio na organização da revolução liberal de 24 de Agosto de 1820. Os fundadores (todos maçons) foram, além de Fernandes Thomaz (pertenceu á Loja Fortaleza, à Loja Patriotismo, com n.s. Valério Publícola), José Ferreira Borges (advogado, pertenceu à Loja 24 de Agosto, n.s. Viriato), José da Silva Carvalho (advogado, juiz, Ministro da Justiça, da Fazenda e da Marinha, pertenceu à Loja 1º Outubro, Loja 15 de Outubro, foi Grão-Mestre do GOL, fundador do primeiro Supremo Conselho do Grau 33, n.s. Hydaspe) e João Ferreira Viana (comerciante, desconhece-se a que Loja pertencia). Fizeram parte, posteriormente, Duarte Lessa (comerciante e proprietário, Loja ?, mas em 1823 era Cavaleiro Rosa-Cruz), José Maria Lopes Carneiro (comerciante e proprietário, pertenceu à Loja Sinédrio Geral de Beneficência, loja de perfeição do grau 16 do REAA, n.s. Loth), José Gonçalves dos Santos Silva (comerciante e proprietário, Loja ?), José Pereira de Meneses (comerciante, Loja ?), Francisco Gomes da Silva (médico, Loja ?), João da Cunha Souto Maior (magistrado, Loja ?, foi Cavaleiro Rosa-Cruz e teve o cargo de Grão-mestre do GOL), José de Melo de Castro Abreu Pereira (moço fidalgo da casa real, coronel de Milícias da Beira, pertenceu à Loja Fortaleza), José Maria Xavier de Araújo (magistrado, Loja ?) e Bernardo Correia de Castro Sepúlveda (oficial do exercito). No total eram 13 os elementos do Sinédriocf. A. H. Oliveira Marques, História da Maçonaria em Portugal],

membro da Junta Provisional do Governo Supremo do Reino, deputado, Presidente das Cortes, esteve com a pasta de Negócios do Reino e da Fazenda, sendo considerado o Patriarca da Liberdade.

Na cerimónia pública de Homenagem a Manuel Fernandes Thomaz, discursou o presidente da Associação 24 de Agosto, José Guedes Correia, o presidente da Associação Manuel Fernandes Tomás, Henrique Tomás Veiga e o Presidente da Câmara Municipal, dr. João Ataíde.

"...hoje vale a pena celebrar a liberdade, relembrar a biografia deste figueirense ímpar da História, a dimensão do corajoso e impoluto lutador pela liberdade, um homem livre, honrado e de bons costumes. O seu exemplo persiste e serve de referência ..." [palavras proferidas, na ocasião, por José Guedes Correia, via O Figueirense, 27/08/2010, p. 14]


"... E quem choramos nós: quem lamentam os Portugueses? Um cidadão extremado; um homem único; um benemérito da pátria; um libertador de um povo escravo: Manuel Fernandes Thomaz. Que nome, Senhores, que nome nos fastos da liberdade! Que pregão às idades futuras! Que brado às gerações que hão-de vir! Este nome será só por si a história de muitos séculos; este nome encerra em compêndio milhões de males arredados de um grande povo; ..."

[Almeida Garrett, in Oração Funebre de Manoel Fernandes Tomaz, via "O Figueirense" (especial Manuel Fernandes Thomaz, 27/08/2010)]

[via ALMANAQUE REPUBLICANO]

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

DIA 24 DE AGOSTO - HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES THOMAZ - FIGUEIRA DA FOZ



17,30 horas:

EVENTO – Cerimónia Pública de Homenagem a Manoel Fernandes Thomaz
LOCAL/HORA - Pr. 8 de Maio (Figueira da Foz) – 17,30 horas
ORGANIZAÇÃO – Câmara Municipal da Figueira da Foz, Associação Manuel Fernandes Thomaz e Associação 24 de Agosto

19 horas:

EVENTO – "SIDÓNIO E A REPÚBLICA" por Francisco Moita Flores
LOCAL/HORA - Casino da (Figueira da Foz) – 19 horas
ORGANIZAÇÃO – Associação 24 de Agosto

21,30 horas:

EVENTO – CONFERÊNCIA, "O Pensamento Liberal de Manuel Fernandes Thomaz na Óptica Económica" por Maria de Fátima Brandão
LOCAL/HORA - Casino da Figueira (Sala Figueira) – 21,30 horas
ORGANIZAÇÃO – Associação Manuel Fernandes Thomaz e Associação 24 de Agosto.

J.M.M.

via Almanaque Republicano

terça-feira, 11 de maio de 2010

COLÉGIO LICEU FIGUEIRENSE



COLLEGIO LYCEU FIGUEIRENSE: vinheta do antigo Colégio, datada de 1910 [clicar na foto]

via Espólio de Maurício Pinto, à guarda de José Pacheco Pereira, in Ephemera.

terça-feira, 30 de março de 2010

IMPRENSA REPUBLICANA DA FIGUEIRA DA FOZ




A Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho (Figueira da Foz) levou a cabo nos dias 25-27, do corrente mês, as suas XII Jornadas Culturais. Este ano, as actividades tiveram o tema: "Cem Anos de República". Refira-se, desde logo, a cerimónia de abertura, realizada no Palácio Sotto-Mayor, onde foi "dramatizada" a "cena da Proclamação da República feita por José Relvas e seus companheiros ao povo de Lisboa, no 5 de Outubro de 1910" por um grupo de alunos. Na altura foi representado um curioso discurso de "José Relvas", durante a sua reconstituição.

Contou as Jornadas Culturais da Escola Dr. Joaquim de Carvalho, com vários actividades, sendo de registar: uma Exposição, onde além de excelente "Painel Cronológico 100 Anos de República 1910-1926", houve lugar a um mostra de pintura alusiva às "personalidades dos 100 Anos de República", uma projeccão de animação sobre os acontecimentos de 1910, uma homenagem a Joshua Benoliel, exposição de livros, revistas e periódicos (figueirenses) republicanos, um curioso laboratório do princípio do século de Ciências Geográficas-Naturais, um outro excelente painel, dito, "Villa Madalena ou a arquitectura revivalista na Figueira da Foz durante a I República", uma "Conversa ..." com a profª. Ana Caetano (sobre Tavarede republicano, a SIT e o republicano José Ribeiro) e uma Conferência/Debate sobre "A República na Figueira da Foz" (realizada no Casino da Figueira), com a presença do prof. dr. Amadeu Carvalho Homem e o prof. Dr. Rui Cascão.

ver fotos das JORNADAS CULTURAIS - AQUI.

via Almanaque Republicano.

J.M.M.

sexta-feira, 26 de março de 2010

A REPÚBLICA NA FIGUEIRA DA FOZ - CONFERÊNCIA


Integrada nas JORNADAS CULTURAIS – "Cem Anos de República" – da Escola Secundária c/ 3º CEB Dr. Joaquim de Carvalho, decorrerá, esta noite (às 21,30 horas), uma Conferência/Debate no Casino da Figueira da Foz (Sala Figueirense), sob o lema "República na Figueira da Foz", com a participação do Professor Doutor Amadeu Carvalho Homem e o Professor Doutor Rui Cascão.

Conferência: “República na Figueira da Foz”, com o Dr. Amadeu Carvalho Homem e o dr. Rui Cascão;

Local: Casino da Figueira da Foz – Sala Figueirense, pelas 21,30 horas.

via Almanaque Republicano

J.M.M.

quinta-feira, 18 de março de 2010

TOPONÍMIA FIGUEIRENSE



Toponímia Figueirense, de João Oliveira Coelho, 1948

J.M.M.

domingo, 7 de março de 2010

MANUEL JORGE CRUZ - NOTA BREVE


Nasce em Tavarede [Figueira da Foz] a 9 de Outubro de 1880. Era filho de Jorge Silva e Maria da Cruz [ver AQUI]. Iniciou-se nas artes gráficas, muito novo, como tipógrafo na "Imprensa Lusitana", tendo ascendido a "cargos de responsabilidade".

Em 1 de Janeiro de 1904 (23 anos) toma como trespasse a Tipografia Popular [na Rua do Estendal] e é director do importante jornal republicano figueirense "A Voz da Justiça" [o periódico Voz da Justiça foi criado por Gustaf Adolf Bergstrom – seu proprietário, em 11 de Maio de 1902 -, e inicia a sua publicação como folha semanal sob edição de Gentil da Silva Ribeiro. Tinha a sua primitiva redacção, administração e tipografia no Passeio Infante D. Henrique. A partir de 17 de Maio de 1903 a tipografia passa a ser propriedade da Associação de Instrução e o jornal passa a ser administrado por uma comissão de indivíduos, ligados à Loja Fernandes Tomás, nº 212 da Figueira da Foz - loja maçónica instalada a 22 de Setembro de 1900, do RF e sob os auspícios do G.O.L.U. - e com o intuito de "propagar as nossas doutrinas" – cf. A Loja Fernandes Tomás, nº 212 da Figueira da Foz, Divisão de Museu, Biblioteca e Arquivos, CMFF, 2001]

Manuel Jorge da Cruz foi iniciado na maçonaria na Loja Fernandes Tomás a 3 de Novembro de 1904, com o nome simbólico de "Gutenberg", tendo aí exercido vários cargos, entre os quais secretário da Loja (entre 1907-1910 e 1915-1918), atingindo o Grau 20.º em 1925.

Deste modo, não espanta que em 1907, tenha assumido interinamente (pela nova Lei de Imprensa) a propriedade e direcção da Voz da Justiça. Manuel Jorge da Cruz manteve-se na direcção do periódico durante largos anos, sendo este um jornal muito activo e respeitado na luta contra a ditadura (esteve por diversas vezes suspenso) e, por isso mesmo, o periódico foi suspenso a 10 de Julho de 1937 pela Ditadura. Por seu lado, o ministro do Interior Pais de Sousa encerra a Tipografia Popular a 6 de Julho de 1938 e "rouba" todas as máquinas [que nunca regressaram às mãos dos seus legítimos proprietários, mesmo depois de Abril de 1974] e demais recheio, "ficando só as paredes". Foram presos pela PIDE todos os seus trabalhadores, como o então director José da Silva Ribeiro [irmão "João das Regras"] e o gerente-técnico Manuel Jorge Cruz [ibid.]. Manuel Jorge Cruz não conseguiu resistir a tamanha dor e sofrimento, ao ver ruir toda uma vida inteira de trabalho, de ideal democrático e "solidariedade social".

Manuel Jorge Cruz exerceu uma intensa actividade política, social e administrativa no concelho. Foi eleito (1911) para o cargo de 1º secretário da Assembleia Geral do Centro Republicano Cândido dos Reis. Por diversas vezes foi Procurador à Junta Geral do Distrito [até 1926], tendo sido Presidente da Assembleia Geral da Associação Comercial e Industrial da Figueira (em 1924 e 1925). Integrou, ainda, a Associação de Instrução Popular, a Associação Artística Figueirense, a Sociedade de Instrução Tavaredense [foi o seu "primeiro presidente eleito em Assembleia Geral, em 1905", tendo escrito o "primeiro Regulamento Interno da colectividade" – ler mais AQUI], pertenceu à Santa Casa da Misericórdia e à Cooperativa Manuel Fernandes Tomás.

Morre no dia 2 de Novembro de 1941. Foi sepultado em Tavarede, e o seu funeral constituiu uma "invulgar manifestação de sentimento" da gente da Figueira da Foz.

Foto e algumas notas retiradas, com a devida vénia, do blog Tavarede Terra de meus Avós. Publicado, também, no Almanaque Republicano.

J.M.M.

sábado, 6 de março de 2010

SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DE BUARCOS



FERNANDO PEDROSA - "Subsídios para a História de Buarcos", Cadernos Municipais 2

J.M.M.

quarta-feira, 3 de março de 2010

REVISTA DA FIGUEIRA


"Número 1, Setembro de 1917. O director era Pedro Fernandes Thomaz e o secretariado da redacção de António C. Pinto de Almeida. Editor: Augusto Veiga. Propriedade da Gazeta da Figueira. Era composta e impressa na Imprensa Lusitana de Augusto veiga, sita à Praça Nova, 23 a 25.

Neste número, um editorial esclarece que se trata da continuação da 'À Figueira', 'que suspendeu a sua publicação por um dos seus directores haver sahido desta cidade'. Destinava-se a 'dar bom nome à sua terra natal, mantendo e alimentando o cultivo das lettras e o estudo de aspectos regionaes'.

Neste primeiro número colaboraram: Pedro Fernandes Thomaz, Sant`Iago Prezado, José Jardim, Affonso Simões, João Coelho, Cardoso Martha, Manuel de Sousa e Raymundo Esteves.

A assinatura custava 2.000 reis e o número avulso 200"

via Album Figueirense.

J.M.M.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

S.I.T. - ESTANDARTE



"A Sociedade de Instrução a[SIT] adoptou, como seu, o estandarte que pertencera ao Grupo de Instrução e que havia sido inaugurado no ano de 1900. E, em 1927, o sócio benemérito Joaquim Fernandes Estrada, fez a oferta de um novo estandarte, que 'é, na verdade, rico e artístico. O desenho é de António Piedade, e foi bordado a ouro e matiz pela distinta mestra de bordados da Escola Industrial e Comercial, srª D. Maria do Céu Rio, cujo trabalho é primoroso e justamente admirado'.

Aquele benemérito, em sessão solene expressamente realizada para o efeito, fez a entrega do novo estandarte e 'afirma a sua simpatia pela Sociedade de Instrução Tavaredense, prometendo continuar a auxiliar a sua obra'.

'O acto é revestido de grande imponência. A gentil menina Maria Gonçalves (madrinha do estandarte) prende a bandeira na haste; a “Figueirense” executa o hino da Sociedade, e toda a assistência se levanta, soando palmas por largo tempo. Passados alguns momentos, o estandarte ergue-se, altivo, na haste encimada por uma artística estrela de metal branco, e irrompem novas salvas de palmas e muitos vivas
'.

ler TODO O POST AQUI.

J.M.M.

TRICANAS



FIGUEIRA DA FOZ - "Tricanas voltando do mercado"

J.M.M.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

CONFERÊNCIA "RAZÃO E RAZÕES DO REPUBLICANISMO PORTUGUÊS"


Conforme AQUI dissemos, a Associação Cívica e Cultural 24 de Agosto, da Figueira da Foz, associando-se às Comemorações do Centenário da Implantação da República, teve ensejo de organizar uma conferência sobre o título "Razão e Razões do Republicanismo Português".

Com uma assistência muito estimada, e que emoldurou todo o Salão Nobre da vetusta Associação Figueirense, que serviu de anfitriã, os palestrantes - dr. Amadeu Carvalho Homem e o dr. António Reis - destacaram os aspectos mais relevantes da experiência republicana da I República e o seu património actual. Da intervenção do dr. Carvalho Homem saliente-se a ideia de República como o "aprofundamento da democracia nas suas diversas vertentes". Esse "grande veredicto" da restauração de valores - como a "democraticidade", o "sufrágio universal" (ou cidadania plena versus monarquia censitária) -, esse património construído justamente no plano dos valores, tais como as leis da família, o divórcio, o ensino público, não pode ser confundido (axiologicamente) com o plano das realidades, como alguma corrente historicista hoje publicita.

O dr. António Reis, recuperando a ideia anterior, considera que há hoje, de facto, uma corrente de revisão histórica (deturpada) do que foi (é) a República, assumindo que qualquer apologia ou diabolização, tout court, não se compadece com, o que denomina, os princípios do ideal republicano, que corporiza em: submissão do interesse pessoal ou público; igualdade de direitos perante a lei; supremacia do parlamento na organização do Estado; limitação de mandatos, a par da responsabilização penal dos detentores de cargos públicos.

Seguidamente, António Reis, partiu para alavancar as virtudes (ou conquistas) do ideário republicano, a saber: prática da cidadania participativa, estado laico, leis da família e do registo civil, lei da greve, instrução pública (universidade livre, popular), novo ambiente cultural com a presença de várias correntes estéticas e filosóficas. Por fim, registou, nesse deve/haver da construção republicana, alguns dos erros ou perplexidades havidas, em torno do sufrágio universal ("lacuna da primeira república" e que não foi cumprido), incapacidade do pleno funcionamento do parlamento, o presumido erro da participação de Portugal na I Guerra (e que o sidonismo será a sua eventual consequência), os excessos cometidos à "sombra" do laicismo e a ausência de uma politica económica e social clara e eficaz que fosse ao encontro dos ensejos e revindicações do operariado e demais classes sociais (que só os governos entre 1923-25, o tentaram).

A conferência decorreu, depois, á luz das notas propostas pelos dois convidados, tendo a assistência prolongado a sessão com um conjunto de questões, bem curiosas, sobre todas essas matérias e que mereceram a atenção cuidada dos conferencistas.

Está, pois, de parabéns a Associação Cívica e Cultural 24 de Agosto, da Figueira da Foz, pelo excelente préstimo que proporcionou ao vasto auditório, pela relevância dos seus convidados e pelo magnífico espaço de debate que se obteve.

J.M.M.

via Almanaque Republicano.

domingo, 31 de janeiro de 2010

COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DA REPÚBLICA



PROGRAMA da Abertura Oficial das Comemorações do Centenário da República - VER AQUI

J.M.M.

sábado, 30 de janeiro de 2010

FIGUEIRA DA FOZ - COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DA IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA



DIA 5 DE FEVEREIRO (21,30 horas) - Salão Nobre da Assembleia Figueirense

CONFERÊNCIA: "Razão e Razões do Republicanismo Português", pelo Prof. Amadeu Carvalho Homem e moderação do Prof. António Reis.

ORGANIZAÇÃO: Associação Cívica e Cultural 24 de Agosto

«No âmbito das celebrações do Centenário da República que este ano se cumpre, a Associação Cívica 24 de Agosto vai realizar na próxima Sexta-Feira, 5 de Fevereiro, pelas 21H30, no Salão Nobre da Assembleia Figueirense, uma Conferência subordinada ao tema “Razão e Razões do Republicanismo Português” pelo Prof. Dr. Amadeu Carvalho Homem com comentário do Prof. Dr. António Reis.

Amadeu Carvalho Homem, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tem centrado a sua investigação no aprofundamento do conhecimento da história do nosso republicanismo, procurando sobretudo salientar os contributos filosóficos em que essa proposta assentou. São da sua autoria obras como “A ideia republicana em Portugal: O contributo de Teófilo Braga”, “A propaganda republicana. 1870-1910”, “O Conde de Arnoso e o seu tempo” e “Da Monarquia à República”.

António Reis, Professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, é Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano - Maçonaria Portuguesa e integra a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República. Destacam-se das suas obras livros como “Portugal Contemporâneo (1820-1992)” e “Portugal: Vinte Anos de Democracia”, editado em 1994
»

A não faltar!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

BIBLIOTECA PEDRO FERNANDES TOMÁS - FIGUEIRA DA FOZ



“Em 1908 uma comissão liderada por Pedro Fernandes Tomás ofereceu ao município (era presidente da Câmara, Joaquim Jardim) os seus préstimos para organizar uma biblioteca a partir de alguns livros (783 volumes guardados no Museu que então se situava no Paço) que constituíam espólio da edilidade. Da comissão faziam parte também Francisco Martins Cardoso, António Carlos Borges, Alberto Diniz da Fonseca, Eloy do Amaral e Cardoso Martha.

A inauguração da biblioteca fez-se a 1 de Maio de 1910 num edifício situado na Praça Nova logo à entrada da rua dos Ferreiros.

Em Outubro do ano seguinte a novel biblioteca mudou para o edifício dos Paços do Concelho e em 1915 voltou a mudar de poiso desta vez para a rua 10 de Agosto onde permaneceu até 1927.

No ano seguinte o espaço dos livros voltou a ser transladado, desta feita para o 1º andar do edifício dos Bombeiros Municipais frente à igreja matriz.

Muitos se lembram ainda de a biblioteca ter funcionado na Praça Velha, no 1º andar da mercearia Tomás do Café. Isto desde 1953 até 30 de Agosto de 1974, quando ficou, finalmente, no edifício onde hoje a conhecemos.

Pedro Fernandes Tomás (1853-1927), conhecido por Mestre Pedro, foi professor da escola industrial. Era um bibliófilo apaixonado e foi colaborador da imprensa local; fundou e dirigiu a revista Figueira; foi musicólogo e pesquisador do folclore português (editou na imprensa da Universidade "Canções Portuguesas do Séc. XVIII à Actualidade) e um dos fundadores da Sociedade Arqueológica. Fundou a escola maçónica figueirense "Evolução"

[trata-se, afinal, do Grémio Evolução, fundado sob os auspícios da Loja maçónica Evolução, nº307, da Figueira da Foz. Esta Loja, que existiu entre 1909-1915, era uma loja do R.E.A.A. e foi instalada na Figueira da Foz como desdobramento da Loja “Gomes Freire”, nº274, de Leiria. O Venerável terá sido José da Silva Fonseca, comerciante, e entre alguns dos seus obreiros estariam Adriano Dias Barata Salgueiro, Fortunato Augusto da Silva, Joaquim José Cerqueira da Rocha e o próprio Pedro Fernandes Tomás. A Loja publicou um jornal – Evolução. Pela Pátria e pela Liberdade – entre 1909 e 1910 (16 números), onde Pedro Fernandes Tomás colaborava. Refira-se que a Loja estava politicamente próxima do partido Evolucionista]

Cultivou amizade com Miguel de Unamuno com quem trocou correspondência”

via Album Figueirense [com aditamentos e sublinhados nossos]

J.M.M.

domingo, 27 de dezembro de 2009

HOMENAGEM A CARLOS SOMBRIO



PROSPECTO "publicado em 15 de Maio de 1955, divulgando uma homenagem a António Augusto Esteves, figueirense que usava o pseudónimo de Carlos Sombrio.

Carlos Sombrio foi autor de várias obras como "Sombras", "Aguarelas da Beira", "Cartas Perdidas", "Diálogos", "Rumo ao Mar", etc. Era natural da Figueira da Foz, onde nasceu em 29 de Julho de 1894, ali falecendo em 25 de Março de 1949 ...
"

Prospecto impresso na "Tipografia Figueirense", propriedade de Joaquim Gomes d'Almeida, tio de Aníbal José de Matos.

via Presente, com a devida vénia.

J.M.M

FESTAS FELIZES



FESTAS FELIZES

FOTO via Bernardino Machado.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

PARTIDO REPUBLICANO PORTUGUÊS



FOTO: O Directório do Partido Republica Português - da esq. para a dir.: António Luís Gomes, Bernardino Machado, Celestino de Almeida, António José de Almeida e Afonso Costa.

via, com a devida vénia, do blog de Manuel Sá-Marques, "Bernardino Machado".

J.M.M.

sábado, 28 de novembro de 2009

AVENIDA SARAIVA DE CARVALHO



Avenida Saraiva de Carvalho - Edição Casa Havaneza

J.M.M.