Mostrar mensagens com a etiqueta Almanaque Republicano. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Almanaque Republicano. Mostrar todas as mensagens

sábado, 13 de novembro de 2010

A FIGUEIRA DA FOZ E O 5 DE OUTUBRO DE 1910


LIVRO: A Figueira da Foz e o 5 de Outubro de 1910
AUTOR: Álvaro Cação Biscaia
EDIÇÃO: CB - Associação de Ideias
PATROCINADOR (Exclusivo): Casino da Figueira da Foz

"... Divida em três partes, a obra retrata as 'sementes da República', algumas das 'instituições figueirenses' que integram a história da República e 'os dias que antecederam o 5 de Outubro' na cidade.

Com o patrocínio exclusivo do Casino Figueira, e com a colaboração de Frederica Jordão na pesquisa e composição, este livro pretende ser, explicou o autor, 'um contributo para a memória local' associando-se às inúmeras iniciativas desenvolvidas na cidade no âmbito das comemorações do Centenário da República.

'Esquadrinhando a história das instituições (de hoje e de então)' o livro traz à estampa a 'forma como a sociedade figueirense enfrentou e viveu' este acontecimento histórico português. 'Na Figueira o carácter da política é inteiramente abstracto, (...) os habitantes da Figueira são todos, em política, ou regeneradores ou progressistas (...)', descreve Ramalho Ortigão nas 'Farpas',citado neste livro.

As 'rivalidades' entre instituições, clubes locais, o 'contraste' entre a imprensa de hoje e de então são alguns dos pontos abordados nesta obra...
"

via O Figueirense

J.M.M.

via Almanaque Republicano

domingo, 11 de outubro de 2009

III CONFERÊNCIA MAÇÓNICA PORTUGUESA NA FIGUEIRA DA FOZ


"A III Conferência Maçónica Portuguesa, realizou-se na Figueira da Foz, entre 14 e 16 de Setembro de 1906.

Como se pode observar, pelos temas abordados e pelos palestrantes que intervieram, existia uma crescente republicanização da Maçonaria Portuguesa. Os temas tinham cada vez mais uma feição politizada, embora sempre de acordo com os ideiais da Maçonaria na época. Note-se a tese sobre o pacifismo - tema muito caro a Sebastião de Magalhães Lima; ou ainda, a tese sobre a necessidade de efectivação do Registo Civil em Portugal, temas polémicos, mas que a Maçonaria procurava difundir entre os seus sócios.

Apresentaram-se oito teses principais:

1 – Valor científico das doutrinas pacifistas, por Magalhães Lima;
2- A Mendicidade, por Joaquim da Silva Cortesão [Galeno]
3- Acção da Maçonaria, por Feio Terenas;
4 – Definição de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, por Agostinho Fortes;
5 – Efectivação do Registo Civil em Portugal, por Manuel Gomes Cruz, [Lassale];
6 – Admissão da Mulher às profissões liberais, por David José da Silva;
7 – O Clericalismo, por Heliodoro Salgado
8 – A Maçonaria e as condições histórico-políticas dos povos, por Agostinho Fortes.

Esta Conferência Maçónica contou também com a presença de Sebastião de Magalhães Lima e Bernardino Machado."

via Almanaque Republicano.

J.M.M.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

AUGUSTO GOLTZ DE CARVALHO


"Augusto Goltz de Carvalho nasceu em Buarcos, no dia 28 de Março de 1858 [cf. José de Sousa Cardoso, Biografias Figueirenses, Figueira da Foz, 1947, p. 29]. Foi professor primário durante 30 anos e personagem importante nos movimentos associativos de Buarcos [cf. A Maçonaria na Figueira da Foz (1900-1925), Ed. Biblioteca e Arquivos, 2001, p. 8]. Cria a (sua) Escola Particular Nocturna, colabora na fundação da Cooperativa Buarcoense (1904), na União Marítima de Buarcos (1912), nos Bombeiros Voluntários de Buarcos, tendo sido "activo da Misericórdia de Buarcos" e, ainda, presidente da Junta da Paróquia de Buarcos [idem, ibidem].

Homem de "grande cultura", escreveu peças de teatro que foram levadas à cena no mítico Grupo Caras Direitas, tendo aí realizado, também, notáveis conferências. Grande entusiasta pela investigação e exploração arqueológica na região [ibidem], colaborou intensamente com o Dr. Santos Rocha [n. F. Foz, 1853-1910] na organização do Museu Municipal e [ler, aqui] na Sociedade Arqueológica da Figueira [1898, que a partir de 1903 se denomina, Sociedade Arqueológica Santos Rocha], tendo feito parte da sua direcção [nota: consultar o Boletim da Sociedade Archeologica Santos Rocha (nº1, 1904)]. Também se distinguiu no "campo da biologia e zoologia", tendo sido um conhecido "recolector e catalogador de espécies vegetais e animais".

Iniciado [desconhece-se o seu nome simbólico] na maçonaria, presumidamente, num Triângulo de Buarcos. De facto, em Buarcos, a partir de 1899, existiu o Triângulo nº11 do REAA, que abateu colunas em 1908; e a partir dessa data estiveram activos 2 Triângulos, tendo um deles [Triângulo, nº118 de Buarcos] originado a Loja Luz e Harmonia, fundada em 1911, da qual Goltz de Carvalho foi seu Venerável [cf. A Maçonaria na Figueira da Foz, ibidem, p.9].

Colaborou em diversos jornais e outras publicações, como o Correio da Figueira, Correspondência da Figueira, Gazeta da Figueira, Anais de Ciências Naturais, Portugália (porto) e no Boletim da Sociedade Arqueológica da Figueira"

Morre a 29 de Junho de 1913.

via Almanaque Republicano.

J.M.M.